Mulheres vivem mais, mas nem sempre melhor
03/09/2026
As mulheres têm maior longevidade que os homens, mas essa vantagem não se traduz, na mesma proporção, em anos vividos com boa saúde. Uma parcela significativa do tempo extra é marcada por condições que comprometem a qualidade de vida, a capacidade física e a autonomia.
O “morbidity gap” feminino — período vivido com problemas de saúde —aumentou de 8,8 para 10,7 anos, de 1990 para cá. É uma contatação da análise do estudo do Global Burden of Disease (GBD), publicada este ano na The Lancet Public Health.
Um dado relevante é que as limitações não se concentram na velhice, mas acompanham as mulheres ao longo de boa parte da vida adulta. Condições como dor lombar, enxaqueca, depressão, ansiedade, perda auditiva e quedas respondem por 57% dos anos com saúde comprometida.
O estudo lança uma questão que vai além de anos de existência: não basta viver mais; é preciso viver melhor. O desafio da saúde pública é ampliar não apenas a longevidade, mas também os anos vividos com autonomia e bem-estar.
Leia o estudo completo no The Lancet.
https://www.thelancet.com/journals/lanpub/article/PIIS2468-2667(26)00098-8/fulltext
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