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Dr. Giovanni Capozzielli - Diretor Técnico Médico - CRM-SP 124333

Mulheres vivem mais, mas nem sempre melhor

03/09/2026

Mulheres vivem mais, mas nem sempre melhor

As mulheres têm maior longevidade que os homens, mas essa vantagem não se traduz, na mesma proporção, em anos vividos com boa saúde. Uma parcela significativa do tempo extra é marcada por condições que comprometem a qualidade de vida, a capacidade física e a autonomia.

O “morbidity gap” feminino — período vivido com problemas de saúde —aumentou de 8,8 para 10,7 anos, de 1990 para cá. É uma contatação da análise do estudo do Global Burden of Disease (GBD), publicada este ano na The Lancet Public Health.

Um dado relevante é que as limitações não se concentram na velhice, mas acompanham as mulheres ao longo de boa parte da vida adulta. Condições como dor lombar, enxaqueca, depressão, ansiedade, perda auditiva e quedas respondem por 57% dos anos com saúde comprometida.

O estudo lança uma questão que vai além de anos de existência: não basta viver mais; é preciso viver melhor. O desafio da saúde pública é ampliar não apenas a longevidade, mas também os anos vividos com autonomia e bem-estar.

Leia o estudo completo no The Lancet.

https://www.thelancet.com/journals/lanpub/article/PIIS2468-2667(26)00098-8/fulltext