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Dr. Giovanni Capozzielli - Diretor Técnico Médico - CRM-SP 124333

Curiosidades sobre Saúde e Bem-Estar

Informações surpreendentes e curiosas para quem gosta de cuidar do corpo e da mente.

Dieta mediterrânea: mais saúde no prato

Dieta mediterrânea: mais saúde no prato

Considerada um dos padrões alimentares mais saudáveis do mundo, a dieta mediterrânea é apontada por estudos como importante aliada no aumento da longevidade e na prevenção de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e declínio cognitivo.

Seu cardápio privilegia alimentos como peixes, azeite de oliva, frutas, legumes e nozes, ricos em gorduras saudáveis e antioxidantes. 

Apesar de sua origem nos países banhados pelo Mar Mediterrâneo, pode ser facilmente incorporada à rotina dos brasileiros, usando apenas ingredientes locais.

Entre as principais recomendações dessa dieta estão:

Usar azeite de oliva para cozinhar e temperar saladas.

Priorizar peixes como sardinha, atum (mesmo enlatados) e salmão. 

Aumentar o consumo de vegetais: verduras, legumes e frutas. 

Consumir feijão, lentilha e grão-de-bico; 

Reduzir o consumo de carne vermelha; 

Dar preferência a arroz, pães e massas integrais. 

Incluir nozes, amêndoas e castanhas na alimentação.

 


Quando o bebê chega, o apoio da vovó faz a diferença

Entre fraldas, mamadas e noites mal dormidas, nos primeiros dias do bebê a ajudinha da vovó é sempre bem-vinda para a mamãe sobrecarregada e insegura. Sua experiência e presença contribuem para a recuperação física e emocional da mulher no pós-parto e na adaptação da família à nova rotina.

Esse apoio ganha ainda mais relevância diante dos dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que apontam que cerca de 20% das mulheres brasileiras sofrem de depressão pós-parto, um índice elevado em comparação à média global.

No entanto, os avanços da medicina transformaram vários cuidados com os recém-nascidos. Práticas e recomendações dos tempos da vovó, transmitidas de geração em geração, foram revistas à luz de novos conhecimentos.

Recomenda-se que os bebês durmam sempre de barriga para cima (para reduzir o risco da Síndrome da Morte Súbita Infantil), só recebam leite materno até 6 meses (em vez de água e chás para aliviar cólicas) e tenham o coto umbilical apenas higienizado, sem uso de receitas caseiras como faixas e pó de café. O colo, antes visto com ressalvas, é considerado essencial para proporcionar segurança emocional à criança.

A experiência dos avós segue valiosa, mas deve estar alinhada às recomendações atuais. Quando experiência e conhecimento científico se complementam, o cuidado com o bebê é mais afetuoso e seguro.

 

Quando o bebê chega, o apoio da vovó faz a diferença

Pressão alta: 5 mitos e verdades que você precisa conhecer

Pressão alta: 5 mitos e verdades que você precisa conhecer

Cerca de três em cada dez brasileiros têm hipertensão arterial. A condição aumenta o risco de infarto, insuficiência cardíaca, AVC e doença renal, mas ainda é alvo de dúvidas e informações incorretas.

Para separar fatos de equívocos, confira cinco mitos e verdades sobre a hipertensão.

1. Reduzir o sal na comida é suficiente para controlar a pressão.

? Mito. Ajuda, mas não é suficiente, porque grande parte do sódio consumido vem dos alimentos industrializados. É preciso praticar exercícios, dormir bem, manter o peso e fazer acompanhamento médico.

2. O estresse pode aumentar a pressão arterial.

? Verdade. Períodos de tensão, sobrecarga emocional e estresse prolongado costumam favorecer a elevação da pressão.

3. A hipertensão sempre provoca sintomas.

? Mito. Na maior parte dos casos, a pressão alta não dá sinais como dor de cabeça e tontura e só é identificada em consultas ou exames de rotina. Por isso é considerada uma doença silenciosa.

4. Ter familiares hipertensos aumenta o risco da doença.

? Verdade. A genética tem influência importante. Quem tem pais ou parentes próximos hipertensos deve redobrar os cuidados com alimentação, atividade física e acompanhamento médico.

5. Quem está com a pressão controlada pode parar de tomar remédio.

? Mito. Em geral a pressão está sob controle porque o tratamento está funcionando. Suspender a medicação sem orientação médica pode trazer sérias consequências.

 


Por que dá mais vontade de comer no inverno?

Quando a temperatura diminui, a fome aumenta. Acontece com praticamente todo mundo. O apetite maior nos meses frios do inverno tem explicações biológicas e comportamentais.

?? O corpo gasta mais energia para se aquecer.

O corpo precisa trabalhar mais para manter os 37°C de temperatura, e o aumento do gasto energético estimula a fome.

???? O cérebro pede alimentos mais calóricos.

A vontade de comidas quentes, gordurosas e ricas em carboidratos é um mecanismo ancestral de sobrevivência, quando na pré-história era necessário acumular energia no inverno.

???? Fica-se mais tempo dentro de casa.

No frio, muita gente faz menos atividade física e fica no aconchego em casa, com comida por perto. Além disso, saborear algo gostoso é uma forma de conforto.

???? Comida quente parece mais atraente.

Sopas, caldos, cremes, chocolate quente, bolos e outros pratos típicos do inverno proporcionam sensação de bem-estar, o que estimula o consumo.

Em resumo, o frio faz o corpo pedir mais combustível e o cérebro querer algo quentinho na mesa.

 

Por que dá mais vontade de comer no inverno?

Você consegue imaginar 10 milhões de cores? Seus olhos conseguem!

Você consegue imaginar 10 milhões de cores? Seus olhos conseguem!

O mundo é mais colorido do que se imagina: enxergamos até 10 milhões de cores, e a gente nem sabia que existiam tantas diferentes tonalidades. Nossos olhos têm essa incrível capacidade graças aos cones, células receptoras de luz presentes na retina.

Cada um dos três tipos de cones tem moléculas sensíveis a um comprimento de onda luminosa (vermelha, verde ou azul), cuja combinação o cérebro interpreta como um tom específico dentro de todo o espectro de cores. 

Embora 10 milhões seja a estimativa científica da percepção de cores do olho humano, a quantidade exata varia individualmente. Daltônicos têm a faculdade de distinguir diferenças espectrais reduzida, mas existem pessoas (geralmente mulheres) com uma condição rara chamada tetracromacia. Elas dispõem de quatro cones, em vez de três, e podem perceber até 100 milhões de cores. 

Entenda melhor esse superpoder no site da American Academy of Ophthalmology.

 


Álcool engorda e não é só a cerveja

O álcool sabota qualquer dieta de restrição de calorias, caso você queira perder peso. Não só a cerveja, a eterna culpada da barriguinha saliente, mas toda bebida: uísque, vodca, gim, tequila, rum ou saquê.  

O etanol é altamente calórico (com 7 calorias por grama, perde apenas para a gordura) e só fornece calorias vazias, sem nutrientes. Além disso, drinques com açúcar, refrigerantes e sucos industrializados têm teor calórico ainda maior. 

Confira: uma lata de cerveja tem cerca de 150 calorias, mas uma taça de vinho tinto em média 120. Uma caipirinha de limão com vodca e açúcar ultrapassa 300 calorias e uma batida de fruta com leite condensado bate as 500. 

Outro problema é que o álcool estimula o apetite, favorecendo o consumo excessivo de comida tanto enquanto se petisca quanto durante as refeições. 

Como reduzir o impacto do álcool na dieta? 

  • Evite drinques com açúcar, refrigerantes, energéticos, licores e sucos de frutas industriais.

  • Prefira coquetéis com frutas naturais, ervas frescas (alecrim, hortelã) e especiarias (canela, anis), que agregam sabor com menos calorias.

  • Não beba de estômago vazio.

  • Use copos menores para diminuir a quantidade consumida.

  • Veja o que dizem as evidências científicas no post da Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA).

Álcool engorda e não é só a cerveja

Autoexame dos testículos: cuidado que todo homem deve adotar

Autoexame dos testículos: cuidado que todo homem deve adotar

O autoexame testicular é um hábito que deve fazer parte da rotina de todos os homens. É muito simples, fácil de fazer em casa, não leva mais de 5 minutos e ajuda a identificar precocemente o câncer de testículo.

Esse câncer corresponde a cerca de 5% dos tumores masculinos no Brasil e afeta principalmente jovens entre 20 e 40 anos. Por isso, o autoexame é importante em qualquer idade. 

Nessa checagem, a simples observação e apalpação são suficientes para perceber alterações no tamanho e na forma dos testículos. Mesmo um nódulo pequeno que não dói nem incomoda pode ser um tumor em estágio inicial. 

O ideal é realizá-lo durante o banho, quando o saco escrotal está relaxado, apalpando e rolando os dedos em cada testículo e observando se há caroços ou inchaços. Embora sejam normais ligeiras diferenças de tamanho entre os testículos, aumentos repentinos devem ser investigados. 

Também fique atento a sintomas como sensação de peso, dor ou desconforto no saco escrotal ou na virilha. Caso note algo estranho, consulte um urologista.

 


Ter mama densa é fator de risco para câncer?

A densidade das mamas é uma informação importante para a prevenção do câncer. Mamas densas têm alta proporção de tecido glandular e fibroso e pouca quantidade de gordura, e essas características aumentam as chances de resultados falso-negativos nas mamografias.

Tanto o tecido denso quanto os tumores aparecem esbranquiçados nesses exames, dificultando a identificação de possíveis anormalidades e seu diagnóstico precoce.

A densidade mamária sugere predisposição quatro a seis vezes maior ao câncer, mas também está associada ao desenvolvimento de condições benignas como cistos, fibroses e adenoses. Frequente em mulheres jovens, também tem influência de fatores genéticos e hormonais, gestação e amamentação.

O grau é informado no laudo da mamografia pela classificação BI-RADS, que varia de A (menos densa) a D (extremamente densa). Dependendo desse dado, as mulheres devem conversar com seu médico sobre a necessidade de exames complementares, como ultrassonografia, ressonância ou tomossíntese 3D, uma evolução da mamografia convencional.

 

Ter mama densa é fator de risco para câncer?