Perda financeira pode diminuir a expectativa de vida
Estudo realizado nos Estados Unidos constatou que homens e mulheres de meia-idade com inesperadas dificuldades financeiras estão mais propensos a falecer nos anos seguintes, comparando-se com os que não enfrentaram esses problema. O risco é maior ainda quando a pessoa perde a própria casa. Segundo o médico Alan Garber, da Universidade Harvard, o choque financeiro pode ser tão perigoso quanto uma doença cardíaca e os médicos devem considerar até que ponto a saúde de seus pacientes está sendo afetada por essa situação. A pesquisa foi publicada no American Medical Association.
Dormir mais afina a cintura?
Estudo da Universidade Leeds, no Reino Unido, pesquisou a relação entre a duração do sono com a dieta e o peso, entre outros indicadores de saúde metabólica como pressão arterial, colesterol, glicemia e função da tireóide. Foram realizados exames de sangue, pressão arterial e medida da cintura, comparando-os com o total de horas dormidas. E chegou-se à conclusão que pessoas que dormiam 6 horas em média, tinham 3 centímetros mais de cintura do que as que dormiam 9 horas. Quem dormia menos também pesava mais e apresentava maior propensão a desenvolver distúrbios metabólicos, como diabetes, por exemplo.
Tecnologia e o segredo dos gases intestinais
Não há quem escape dos gases intestinais uma vez ou outra. Mas para algumas pessoas, essa manifestação pode se tornar freqüente, provocando constrangimento social. Agora, porém, a tecnologia veio ajudar a desvendar a causa exata do problema e a indicar a terapêutica mais adequada. Trata-se de uma microcápsula que “viaja” pelo intestino medindo a atividade dos micróbios durante a fermentação dos alimentos. Criado pela universidade de tecnologia australiana, Royal Melbourne Institute of Technology (RMIT), o dispositivo tem 22 milímetros de comprimento por 9 milímetros de largura e é equipado com um sensor de temperatura, um pequeno computador, baterias, antenas e um transmissor de radiofreqüência que envia os dados obtidos para serem analisados. Nessa “viagem” intestinal, o aparelho mede as quantidades de oxigênio, hidrogênio e dióxido de carbono produzidas em cada fase do processo, identificando as causas específicas dos gases, o que permite propor mudanças na dieta do paciente para solucionar o problema.
Lente de contato para medir glicose
Uma equipe de pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Ulsan (UNIST), da Coréia do Sul, desenvolveu lentes de contato “inteligentes”, capazes de medir os níveis de açúcar no sangue a partir das lágrimas. O objetivo é facilitar a vida diária dos diabéticos sem a necessidade de outros tipos de controle. Feitas com nanomateriais transparentes, possuem circuitos eletrônicos flexíveis embutidos. Um minúsculo LED indica quando o nível de glicemia foi excedido. O dispositivo ainda não foi testado em seres humanos. Segundo os estudiosos, no futuro esse sistema será substituído por um aplicativo de smartphone, mostrando leituras de glicose no sangue em tempo real. O trabalho foi publicado pela revista especializada norte-americana Science Advances.
A respiração que melhora funções cerebrais
A prática milenar da meditação plena (mindfullness) e da respiração controlada do yoga (pranayama) podem manter nosso cérebro mais jovem e saudável a longo prazo e evitar o declínio cognitivo relacionado à idade. É o que revela estudo de neurociência realizado no Trinity College, da Universidade de Dublin, na Irlanda do Sul. Essas práticas estimulam o hormônio natural da noradrenalina, liberado quando estamos focados em alguma tarefa. Durante a pesquisa, foram observadas mudanças no tronco cerebral onde a noradrenalina é produzida – o locus cœruleus. Ao inspirar, a atividade do coeroleus aumenta ligeiramente e diminui quando se expira, demonstrando a relação entre respiração e atenção. Trabalhos anteriores do Inserm, órgão público de pesquisa da França, realizados com idosos de 65 anos ou mais, demonstraram que a meditação também apresentou efeito positivo contra o envelhecimento cerebral, melhorando as funções cognitivas.
"Tatuagem" biomédica para detectar doenças
Pesquisadores da Escola Politécnica de Zurique (Suíça) criaram uma espécie de tatuagem artificial que avisa quando os níveis de cálcio no sangue estão altos (hipercalcemia) -- sintoma que pode indicar o início de um câncer e de outras doenças. É o que revela estudo publicado na revista Science Translational Medicine. Uma espécie de rede genética sintética é implantada na pele e quando os níveis de cálcio sobem, libera a produção de melanina, tornando a “tatuagem” visível. A detecção precoce do câncer, como todos sabem, é fundamental para o tratamento da doença – o de mama, por exemplo, têm 98% de chance de cura quando descoberto no início.
Exercícios, uma boa herança genética
Além de ser benéfica para a própria pessoa, a atividade física é positiva também para o futuro dos filhos. Estudo do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas revela que exercitar-se regularmente provoca mudanças epigenéticas que se acumulam no esperma e acabam sendo transmitidas para a próxima geração. E mais: treinamentos mentais também têm influência positiva na capacidade de aprendizagem dos filhos, além de reduzir o risco de futuras doenças neurodegenerativas.
Depressão pode ser “visualizada” no cérebro
Antes vista como uma doença que não causava sintomas físicos, a depressão vem sendo estudada ultimamente a partir de mudanças na estrutura do cérebro. Exames de imagem mostram uma diferença entre o cérebro de pessoas mentalmente sadias e as deprimidas. Nas deprimidas, forma-se uma espécie de “inchaço” cerebral, como o que ocorre com pacientes de Alzheimer. Embora não seja ainda considerada uma enfermidade neurodegenerativa, a pesquisa aponta a necessidade de maior investigação sobre as sequelas causadas por anos de depressão e a possibilidade de ser um transtorno progressivo.
