Ahnnnnnn, por que bocejamos?
Na verdade, é para esfriar nosso cérebro e pensar com mais clareza, e não para demonstrar que estamos entediados ou cansados, como se pensava antes. Para funcionar direito, o cérebro precisa de uma temperatura ideal e ao ficar mais alta do que deveria, o bocejo ajuda a baixá-la. Ao bocejar, aumentamos a frequência cardíaca e o fluxo sanguíneo, levando ao cérebro o ar suficiente para refrescá-lo. Segundo Johanna de Vries, professora de obstetrícia da Universidade de Amsterdam, o feto humano já boceja no primeiro trimestre dentro do útero!
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Olhar de caleidoscópio
O olho é o órgão mais sensível e delicado que possuímos. Suas três camadas – externa, média e interna – possuem três células especiais, os cones, que nos permitem vislumbrar cerca de 16 mil cores, a partir de apenas três que se misturam: o verde, o vermelho e o azul. Existem ainda as cores que não vemos devido à anatomia dos nossos olhos. Os daltônicos enxergam menos cores porque têm apenas dois cones. E acredite: os cientistas Gabriele Jordan e John Mollon da Universidade de Cambridge (Inglaterra), depois de 20 anos de pesquisa, encontraram em 2012 uma mulher que consegue ver 99 milhões de cores a mais do que qualquer outra pessoa no mundo!
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Na palma da mão
Podemos bronzear o corpo inteiro, mas a palma das mãos não mudará de cor. Isso acontece em todas as raças e todos os povos devido à ação da melanina. Esse pigmento marrom, ao reagir à luz solar, torna colorida a nossa pele, olhos, cabelos e pelos. Como a superfície cutânea da palma das mãos é mais espessa, as células melanócitas não entram em contato com a radiação solar, fazendo-a permanecer branca. O mesmo efeito ocorre na pele da planta dos pés.
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Pelos ou penugem?
A um primeiro olhar ninguém diz, mas um adulto médio possui no corpo o mesmo número de pelos que um chimpanzé. A diferença é que, ao longo do tempo, os nossos pelos foram se tornando cada vez mais finos e praticamente invisíveis. Não se sabe ao certo por que isso aconteceu. Alguns estudiosos dizem que foi para ajudar os humanos primitivos a suar mais facilmente, ou para protegê-los dos parasitas, como piolhos e carrapatos, ou ainda porque, com o uso de roupas, os pelos espessos e longos foram se tornando dispensáveis.
Esqueleto bem-vindo!
Além de sustentar o corpo, ele serve para proteger órgãos vitais do organismo como o cérebro e o coração, e ser importante ponto de apoio aos músculos. São 206 ossos distribuídos no corpo, sendo dois maiores: o fêmur e a tíbia. Um recém-nascido possui mais ossos que um homem adulto, aproximadamente trezentos, mas alguns se unem e formam apenas um. É o caso das fontanelas, ou "moleiras" que se transformam naturalmente para facilitar a passagem do bebê pela vagina na hora do nascimento.
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O déjà vu sem mistério
Quem já não teve a sensação de, por um milésimo de segundo, estar vendo uma cena que já aconteceu? Trata-se do déjà vu (já visto, em francês), um dos fenômenos que mais desperta interesse por sua estranheza. Existem várias explicações e uma das mais defendidas pelos estudiosos é a de que o acontecimento está ligado ao processo de armazenamento da memória. Ocorre um pequeno atraso (nanossegundo) para se perceber um estímulo externo e por isso temos a sensação de que nossos olhos estão vendo uma cena já vista, sentida ou vivida. Ou seja, na mesma fração de segundo, você vê, memoriza e lembra o que viu. Assim, o presente fica parecendo passado.
Afinal, o apêndice é útil?
Durante muito tempo, acreditou-se que este órgão era bem maior e teria sido útil para nossos ancestrais há milhões de anos. Mas com a evolução da espécie, o apêndice perdeu a sua função, diminuiu de tamanho e ganhou a fama de não servir para nada – a não ser causar apendicite, infecção que exige procedimento cirúrgico. No entanto, estudos da Duke University (Carolina do Norte, EUA), indicaram que o apêndice tem utilidade, sim. Funciona como uma espécie de reservatório seguro para bactérias benignas essenciais ao sistema digestivo.
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Desagradável, mas...
Arrotar, às vezes, é inevitável. Ao comer e beber, sempre engolimos um pouco de ar, o mesmo ar que respiramos e que contém gases como nitrogênio e oxigênio. Quando é excessivo, este ar se acumula na parte superior do estômago e provoca o relaxamento do músculo inferior do esôfago, forçando os gases ali formados a saírem pela boca. O arroto eventual, portanto, é um reflexo natural, embora constrangedor. É importante lembrar que bebidas gasosas, assim como certos tipos de alimento, podem aumentar a sua ocorrência.
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