Estresse oxidativo: a “ferrugem” do organismo
Como a ferrugem corrói os metais, o estresse oxidativo desgasta o organismo, envelhece e causa doenças. Isso acontece quando nossas defesas não conseguem neutralizar o excesso de radicais livres — moléculas nocivas que danificam células e DNA.
Essas moléculas oxidantes são produzidas naturalmente pelo corpo, mas sua concentração aumenta por efeito de poluição, cigarro, radiação solar, álcool e alimentação inadequada. Seu acúmulo acelera o envelhecimento e favorece alterações associadas a doenças cardiovasculares, inflamatórias, neurodegenerativas e a alguns tipos de câncer.
Para reduzir esse ataque silencioso às células, as estratégias são manter uma dieta saudável, fazer exercício, não fumar e moderar o álcool. Suplementos devem ser usados com orientação de um profissional de saúde.
Saiba mais na Cleveland Clinic.
https://my.clevelandclinic.org/health/articles/oxidative-stress
Botox: da beleza ao consultório médico
O uso do botox é quase sempre associado ao combate às rugas. Mas a história da toxina botulínica começou na medicina, e sua vocação terapêutica permanece e vai muito além da estética. Por agir na comunicação entre nervos e músculos, a substância é empregada no tratamento de enxaqueca crônica, hiperidrose (suor excessivo), estrabismo, bruxismo (ato involuntário de apertar os dentes), bexiga hiperativa e reabilitação muscular, entre outras condições.
Nos anos 1970, o oftalmologista americano Alan Scott, o “pai do botox”, estudou a substância para tratar problemas oculares. Durante as pesquisas, descobriu que ela provocava a paralisia temporária dos músculos faciais — o efeito que popularizaria seu uso cosmético.
Em geral, a toxina não representa tratamento definitivo nas aplicações terapêuticas. Como sua ação é temporária, o procedimento precisa ser repetido periodicamente, conforme a condição e a avaliação médica.
Saiba mais no post da AACD.
Memória muscular: o corpo não esquece o que aprendeu
Seus músculos não pensam, mas têm memória. “Lembram” dos treinos anteriores e, quando você volta a se exercitar após um tempo parado, recuperam rapidamente volume e força. A ciência chama esse fenômeno de memória muscular.
Quem já treinou pode recuperar o desempenho dos músculos mais rápido e com menos esforço do que quem começa do zero. Eles voltam a responder com facilidade aos exercícios, porque adaptações prévias nas fibras permanecem mesmo após um período de inatividade.
O cérebro estimula a retomada por automatizar movimentos já aprendidos, facilitando sua execução quando se volta a praticá-los. É como andar de bicicleta, que nunca se esquece mesmo sem pedalar por décadas.
A duração da memória muscular ainda é objeto de debate. Alguns estudos sugerem que ela se mantém por meses, e outros defendem que potencialmente permanece a vida toda.
Parar por um tempo por causa de lesão, viagem ou excesso de trabalho não significa voltar à estaca zero. Memória muscular é uma que vale a pena guardar!
Mais informações no Jornal da USP.
Queimadura: só a parte aparente do dano solar na pele
Vermelhidão e ardência das queimaduras são apenas a ponta do iceberg da agressão do sol à pele. Os danos mais profundos são silenciosos e cumulativos: alterações no DNA que contribuem para o envelhecimento precoce e o câncer.
Toda exposição desprotegida à radiação fica “guardada” na pele desde a infância: 75% dos estragos do sol ao longo da vida ocorrem antes dos 20 anos.
Os raios UVB atingem principalmente a camada superficial da pele e são os principais responsáveis pelas queimaduras. Já os UVA penetram mais fundo e provocam rugas, manchas e flacidez.
O bronzeamento, longe de ser sinal de saúde, na verdade é uma reação de defesa da pele, produzindo mais pigmento melanina como escudo. A descamação nada mais é do que o “suicídio” das células danificadas, que se autodestroem para evitar a multiplicação.
Por isso, a proteção solar precisa ser diária, não apenas na praia e piscina. Dermatologistas recomendam uso no rosto de filtro de amplo espectro (com defesa UVA e UVB) e FPS 30 ou superior. No corpo, sempre que houver exposição prolongada em corrida, ciclismo, treino e esporte ao ar livre.
Conheça o guia de proteção solar da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Por que dá mais vontade de comer no inverno?
Quando a temperatura diminui, a fome aumenta. Acontece com praticamente todo mundo. O apetite maior nos meses frios do inverno tem explicações biológicas e comportamentais.
?? O corpo gasta mais energia para se aquecer.
O corpo precisa trabalhar mais para manter os 37°C de temperatura, e o aumento do gasto energético estimula a fome.
???? O cérebro pede alimentos mais calóricos.
A vontade de comidas quentes, gordurosas e ricas em carboidratos é um mecanismo ancestral de sobrevivência, quando na pré-história era necessário acumular energia no inverno.
???? Fica-se mais tempo dentro de casa.
No frio, muita gente faz menos atividade física e fica no aconchego em casa, com comida por perto. Além disso, saborear algo gostoso é uma forma de conforto.
???? Comida quente parece mais atraente.
Sopas, caldos, cremes, chocolate quente, bolos e outros pratos típicos do inverno proporcionam sensação de bem-estar, o que estimula o consumo.
Em resumo, o frio faz o corpo pedir mais combustível e o cérebro querer algo quentinho na mesa.
Pressão alta: 5 mitos e verdades que você precisa conhecer
Cerca de três em cada dez brasileiros têm hipertensão arterial. A condição aumenta o risco de infarto, insuficiência cardíaca, AVC e doença renal, mas ainda é alvo de dúvidas e informações incorretas.
Para separar fatos de equívocos, confira cinco mitos e verdades sobre a hipertensão.
1. Reduzir o sal na comida é suficiente para controlar a pressão.
? Mito. Ajuda, mas não é suficiente, porque grande parte do sódio consumido vem dos alimentos industrializados. É preciso praticar exercícios, dormir bem, manter o peso e fazer acompanhamento médico.
2. O estresse pode aumentar a pressão arterial.
? Verdade. Períodos de tensão, sobrecarga emocional e estresse prolongado costumam favorecer a elevação da pressão.
3. A hipertensão sempre provoca sintomas.
? Mito. Na maior parte dos casos, a pressão alta não dá sinais como dor de cabeça e tontura e só é identificada em consultas ou exames de rotina. Por isso é considerada uma doença silenciosa.
4. Ter familiares hipertensos aumenta o risco da doença.
? Verdade. A genética tem influência importante. Quem tem pais ou parentes próximos hipertensos deve redobrar os cuidados com alimentação, atividade física e acompanhamento médico.
5. Quem está com a pressão controlada pode parar de tomar remédio.
? Mito. Em geral a pressão está sob controle porque o tratamento está funcionando. Suspender a medicação sem orientação médica pode trazer sérias consequências.
Quando o bebê chega, o apoio da vovó faz a diferença
Entre fraldas, mamadas e noites mal dormidas, nos primeiros dias do bebê a ajudinha da vovó é sempre bem-vinda para a mamãe sobrecarregada e insegura. Sua experiência e presença contribuem para a recuperação física e emocional da mulher no pós-parto e na adaptação da família à nova rotina.
Esse apoio ganha ainda mais relevância diante dos dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que apontam que cerca de 20% das mulheres brasileiras sofrem de depressão pós-parto, um índice elevado em comparação à média global.
No entanto, os avanços da medicina transformaram vários cuidados com os recém-nascidos. Práticas e recomendações dos tempos da vovó, transmitidas de geração em geração, foram revistas à luz de novos conhecimentos.
Recomenda-se que os bebês durmam sempre de barriga para cima (para reduzir o risco da Síndrome da Morte Súbita Infantil), só recebam leite materno até 6 meses (em vez de água e chás para aliviar cólicas) e tenham o coto umbilical apenas higienizado, sem uso de receitas caseiras como faixas e pó de café. O colo, antes visto com ressalvas, é considerado essencial para proporcionar segurança emocional à criança.
A experiência dos avós segue valiosa, mas deve estar alinhada às recomendações atuais. Quando experiência e conhecimento científico se complementam, o cuidado com o bebê é mais afetuoso e seguro.
Dieta mediterrânea: mais saúde no prato
Considerada um dos padrões alimentares mais saudáveis do mundo, a dieta mediterrânea é apontada por estudos como importante aliada no aumento da longevidade e na prevenção de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e declínio cognitivo.
Seu cardápio privilegia alimentos como peixes, azeite de oliva, frutas, legumes e nozes, ricos em gorduras saudáveis e antioxidantes.
Apesar de sua origem nos países banhados pelo Mar Mediterrâneo, pode ser facilmente incorporada à rotina dos brasileiros, usando apenas ingredientes locais.
Entre as principais recomendações dessa dieta estão:
Usar azeite de oliva para cozinhar e temperar saladas.
Priorizar peixes como sardinha, atum (mesmo enlatados) e salmão.
Aumentar o consumo de vegetais: verduras, legumes e frutas.
Consumir feijão, lentilha e grão-de-bico;
Reduzir o consumo de carne vermelha;
Dar preferência a arroz, pães e massas integrais.
Incluir nozes, amêndoas e castanhas na alimentação.
