Muita informação e decisões erradas
Estar bem informado antes de tomar decisões diárias pode parecer sensato. Mas uma pesquisa realizada pelo Stevens Institute of Technology sugere que às vezes isso não funciona porque o excesso de informação pode interagir com as crenças e conhecimentos que a pessoa possui e levá-la a decisões menos acertadas. Tudo indica que bons resultados dependem mais de como a pessoa adapta as novas informações às suas crenças. O trabalho, que usou algoritmos, está descrito na Cognitive Research: Principles and Implications.
Pimenta vermelha, amiga do coração
Segundo uma pesquisa epidemiológica em saúde e nutrição realizada na Itália, o consumo desse tempero em até quatro vezes por semana, fornece proteção cardiovascular, reduzindo o risco de morte por ataque cardíaco em 40% e de AVC em 60%. O estudo acompanhou cerca de 23 mil pessoas durante oito anos e envolveu quatro grandes centros de estudos de saúde. A informação é do Journal of American College of Cardiology.
O poder dos pés humanos
Segundo estudo publicado na Nature, nossos pés podem gerar um número de forças tão grande que é impossível separar a função desempenhada por cada um dos seus 26 ossos, 33 articulações e cerca de 100 músculos, ligamentos e tendões. Para se ter uma ideia, só a curvatura do arco é responsável por 40% da sua firmeza. O estudo, que será útil, por exemplo, para a confecção de próteses, envolveu pesquisadores norte-americanos e japoneses, chefiados pelo professor de engenharia mecânica, Madhusudhan Venkadesan, da Universidade de Yale, em New Haven (EUA).
Ultrassom sem contato com o corpo
A nova técnica desenvolvida por uma equipe de engenheiros do MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA) utiliza um sistema de laser que permite captar o organismo do paciente à distância e sem atingir os olhos e a pele. Ao invés de enviar ondas sonoras para o corpo, os feixes de luz geram ondas que são traduzidas em imagem fotoacústica. A descoberta facilitará exames em adultos e bebês que tenham pele sensível, sofrido queimaduras ou estejam acidentados em locais de difícil acesso. Outro benefício é não expor os pacientes aos efeitos negativos das radiações. A informação é da MIT News.
O cérebro, a música e a fala
Pesquisadores de neurociências acabam de revelar como a fala e a música ativam áreas diferentes do cérebro permitindo que o sistema nervoso otimize o processamento de sinais sonoros para fins de comunicação. Isso ocorre porque os neurônios do hemisfério esquerdo têm capacidade de processar informações temporais, como a da fala. Já no hemisfério direito, eles são receptivos aos sons musicais, por processar melhor as informações espaciais e de imagens. O estudo, liderado pelo neurocientista Benjamin Morillon, professor da Universidade Inserm e Aix-Marseille e cientistas do Montreal Neurological Institute and Hospital of McGill University (CA), foi publicado pela revista Science.
Micróbios terapêuticos?
Um micróbio intestinal que não está presente em pessoas com colite ulcerosa pode ser a chave para a cura dessa doença. De acordo com os cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, na Califórnia (EUA), a substituição deste micróbio ausente por um metabólico produzido naturalmente, permitiria desenvolver tratamentos novos e mais eficazes. A informação está na publicação científica Cell Host & Microbe.
Adesivo para monitorar a insulina
Logo ficará mais fácil para os diabéticos saber quando precisa administrar a insulina. Pesquisas conseguiram criar ser um adesivo inteligente com microagulhas que penetram na pele e medem os níveis de insulina no sangue. Quando os níveis se alteram, o polímero dispara e libera a insulina na quantidade necessária, adequando-se tanto à diabetes de tipo 1 quanto à diabetes de tipo 2. Experiências de laboratório demonstraram a eficiência do produto, que é do tamanho de uma moeda e deve ser usado diariamente. O estudo, realizado pela Universidade da Califórnia, foi publicado na revista cientifica Nature Biomedical Engineering.
Tecnologia e longevidade
Ultrapassar os cem anos de idade pode se tornar uma realidade com a ajuda dos avanços tecnológicos. A informação é de analistas do Bank of America ao revelarem que o uso de Big Data e Inteligência Artificial promoverá uma revolução na área de techmanity (tecnologia aliada à humanidade). Para se ter uma ideia, de acordo com Felix Tran e Jaim Israel, neste ano de 2020 o conhecimento médico poderá dobrar a cada 73 dias. Em 2010, isso ocorria a cada três anos e meio. Em consequência, será possível prevenir, tratar e curar doenças a um custo mais baixo, inclusive males graves, como o Alzheimer.
