Pelos ou penugem?
A um primeiro olhar ninguém diz, mas um adulto médio possui no corpo o mesmo número de pelos que um chimpanzé. A diferença é que, ao longo do tempo, os nossos pelos foram se tornando cada vez mais finos e praticamente invisíveis. Não se sabe ao certo por que isso aconteceu. Alguns estudiosos dizem que foi para ajudar os humanos primitivos a suar mais facilmente, ou para protegê-los dos parasitas, como piolhos e carrapatos, ou ainda porque, com o uso de roupas, os pelos espessos e longos foram se tornando dispensáveis.
Esqueleto bem-vindo!
Além de sustentar o corpo, ele serve para proteger órgãos vitais do organismo como o cérebro e o coração, e ser importante ponto de apoio aos músculos. São 206 ossos distribuídos no corpo, sendo dois maiores: o fêmur e a tíbia. Um recém-nascido possui mais ossos que um homem adulto, aproximadamente trezentos, mas alguns se unem e formam apenas um. É o caso das fontanelas, ou "moleiras" que se transformam naturalmente para facilitar a passagem do bebê pela vagina na hora do nascimento.
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O déjà vu sem mistério
Quem já não teve a sensação de, por um milésimo de segundo, estar vendo uma cena que já aconteceu? Trata-se do déjà vu (já visto, em francês), um dos fenômenos que mais desperta interesse por sua estranheza. Existem várias explicações e uma das mais defendidas pelos estudiosos é a de que o acontecimento está ligado ao processo de armazenamento da memória. Ocorre um pequeno atraso (nanossegundo) para se perceber um estímulo externo e por isso temos a sensação de que nossos olhos estão vendo uma cena já vista, sentida ou vivida. Ou seja, na mesma fração de segundo, você vê, memoriza e lembra o que viu. Assim, o presente fica parecendo passado.
Afinal, o apêndice é útil?
Durante muito tempo, acreditou-se que este órgão era bem maior e teria sido útil para nossos ancestrais há milhões de anos. Mas com a evolução da espécie, o apêndice perdeu a sua função, diminuiu de tamanho e ganhou a fama de não servir para nada – a não ser causar apendicite, infecção que exige procedimento cirúrgico. No entanto, estudos da Duke University (Carolina do Norte, EUA), indicaram que o apêndice tem utilidade, sim. Funciona como uma espécie de reservatório seguro para bactérias benignas essenciais ao sistema digestivo.
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Desagradável, mas...
Arrotar, às vezes, é inevitável. Ao comer e beber, sempre engolimos um pouco de ar, o mesmo ar que respiramos e que contém gases como nitrogênio e oxigênio. Quando é excessivo, este ar se acumula na parte superior do estômago e provoca o relaxamento do músculo inferior do esôfago, forçando os gases ali formados a saírem pela boca. O arroto eventual, portanto, é um reflexo natural, embora constrangedor. É importante lembrar que bebidas gasosas, assim como certos tipos de alimento, podem aumentar a sua ocorrência.
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Segredos do riso
Acredite: damos mais risadas ao conversarmos com nossos amigos do que ao ouvirmos uma piada. Segundo o psicólogo Robert Provine, da Universidade de Maryland (EUA), podemos rir até trinta vezes mais quando estamos acompanhados. E, ao contrário do que se pensa, a principal causa não é alguma cena cômica, mas os comentários comuns que surgem nas conversas. Isso acontece porque, de acordo com estudos, o riso é uma forma de comunicação e não uma reação física. Ou seja, na verdade, rimos para demonstrar às pessoas que gostamos delas e as compreendemos...
Multifuncional
Não parece, mas a língua é um dos órgãos mais flexíveis e incansáveis do corpo. Composta principalmente de músculos, ela desempenha importantes funções, entre as quais, articular sons, mastigar, engolir e identificar sabores básicos: doce, salgado, amargo e azedo. Mesmo quando dormimos, a língua não para de trabalhar, impedindo, por exemplo, que a saliva se acumule na boca. Outro importante papel desse órgão é indicar possíveis alterações na saúde. Tanto que é comum os médicos observarem a sua cor, textura, presença de inchaço etc. Outra curiosidade: assim como as digitais dos dedos da mão, a impressão da língua de cada pessoa é exclusiva.
Segredos do pesadelo
Um em cada 200 adultos sofre regulamente de pesadelos, principalmente tendo como tema a perseguição. Crianças entre 6 e 10 anos têm mais sonhos ruins do que os adultos e em geral se veem perseguidas por um monstro. Assim como os bons sonhos, o “mau sonho” ocorre na última fase do sono, fazendo a pessoa despertar subitamente e, na maioria das vezes, lembrar das suas cenas assustadoras. Durante o pesadelo pode haver aumento da frequência cardíaca e respiratória. É diferente do terror noturno, distúrbio severo do sono, que ocorre logo após dormir, causa confusão mental, fortes reações físicas e exige tratamento especializado.
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