Visualize um lindo pôr do sol...conseguiu?
Pois é, algumas pessoas não conseguem. Elas sofrem de afantasia, termo recém-criado para quem possui uma alteração neurológica que impede a visualização de imagens mentais. Existem dois tipos principais de afantasia: a causada por transtorno da memória visual e a com déficit na geração de imagens. Seu portador não consegue “ver”, por exemplo, como foi o dia do seu casamento ou os cenários de uma viagem, embora lembre que o fato ocorreu e que esteve naquele determinado lugar. Como dizem os especialistas, essa condição “torna cego o olho da mente”. Segundo o Prof. Adam Zeman, da Escola de Medicina da Universidade de Exeter (Grã-Bretanha), apesar do problema, as pessoas com afantasia conseguem levar uma vida normal.
Imagem: Tyler McCombs
Fraquezas da força muscular
Pois é... bastam apenas duas semanas de inatividade física para que a força muscular sofra perdas significativas. O mais curioso é que não há grande diferença nessa perda relativamente à idade. Por exemplo, um jovem que fique com a perna imobilizada por duas semanas, perde até um terço de sua força, enquanto os mais velhos, cerca de um quarto. O mesmo estudo revelou que jovens imobilizados perdem duas vezes mais massa muscular do que os idosos, mas é porque possuem mais músculos e acabam sendo proporcionalmente mais prejudicados. A pesquisa foi realizada por médicos da Dinamarca e publicada na edição de junho do Journal of Rehabilitation Medicine.
Imagem: Mark Anthony
Ajuda do acaso
Uma das mais importantes descobertas para a medicina, a penicilina, ocorreu de forma acidental. Foi quando o médico inglês Alexander Fleming (1891-1955), no final da Primeira Guerra Mundial, estudava uma forma de combater as infecções em ferimentos, e saiu de férias. Ao retornar, viu que havia deixado sem tampa um dos recipientes com a cultura de bactérias e ali se formara um bolor. Já ia jogar tudo fora quando observou que o mofo, originado do fungo Penicillium – havia destruído a Staphylococcus aureus. Na realidade, ele acabava de se deparar com as incríveis propriedades do primeiro antibiótico do mundo. Este descobrimento permitiu a produção de numerosos e importantes medicamentos à base de penicilina que têm salvado milhões de vidas. E valeu a Fleming, o Prêmio Nobel de Medicina de 1945.
Imagem: BRIAN HOSKINS
Rrrrrrroncar, por quê?
Ele causa muito transtorno, principalmente em quem está por perto. O som do ronco, que parece vir de uma soturna caverna, na verdade surge porque, ao dormir, relaxamos também os músculos da garganta e traqueia. A boca abre, move a mandíbula e a língua mais para trás e reduz a passagem do ar entre o palato e úvula, provocando vibração e aquele som desagradável. E, pior ainda, à medida em que a boca resseca com a passagem do ar, as vibrações aumentam mais e mais. Roncar de vez em quando é normal, mas, atenção: quando o ronco é intenso ou habitual pode indicar a presença da apneia, distúrbio grave do sono, em que a pessoa fica sem respirar pelo menos 10 segundos, temporária ou repetidamente. Além de agitação noturna e sonolência durante o dia, a apneia está associada ao risco de hipertensão, insuficiência e arritmia cardíacas, AVC e diabetes. É preciso consultar o médico!
Imagem: MAJA LAMPE
Choro acebolado
Quer queira, ou não, as lágrimas surgem assim que você começa a cortar cebolas. Isso ocorre porque o corte causa uma ruptura nas células desse vegetal, liberando uma enzima chamada alinase. Esta enzima reage aos compostos ali presentes produzindo o ácido propenilsulfênico, que se transforma em uma substância volátil chamada propanotial-S-óxido. Imediatamente este gás atinge o líquido que protege nossos olhos, provocando irritação e o incontrolável lacrimejamento. Mas não se preocupe! Toda essa complexa “saga” de palavras difíceis e reações químicas podem ser controladas com o simples ato de cortar a cebola sob um fio de água corrente!
Imagem: SHUTTERSTOCK
Efeito paternidade
Depois do nascimento do primeiro filho, a silhueta masculina, assim como a da mulher, também se modifica. Os homens ganham em média 1,5 quilos e apresentam aumento de índice de massa corporal (IMC). É o que revela um estudo realizado na Faculdade de Medicina Feinberg da Universidade de Northwestern, Chicago. Foram vinte anos de pesquisas acompanhando a fase de transição da adolescência até a idade adulta de 10 mil homens nos Estados Unidos. Para os pesquisadores o “efeito paternidade” pode estar relacionado, principalmente, com as mudanças no estilo de vida dos papais de primeira viagem – envolvendo desde a preocupação com o bebê, novos hábitos alimentares e alterações no sono, até menos tempo para atividades físicas. A análise foi publicada na edição de julho de 2015 do American Journal of Men’s health.
Imagem: Adriana Herbut
Ai, minha perna está formigando!
Pode acontecer em qualquer parte do corpo, porém é mais comum nas mãos, pés, braços e pernas. A sensação de agulhadinhas na pele é um tipo de parestesia, neste caso provocada pela pressão sobre as pequenas artérias que proporcionam oxigênio e nutrientes aos nervos periféricos do corpo. Como resultado, o fluxo sanguíneo é dificultado, e o nervo se ressente, causando o formigamento. Geralmente surge quando ficamos muito tempo com as pernas cruzadas ou dormimos de mau jeito sobre o braço, desaparecendo quando a pressão é aliviada. Mas atenção: se o sintoma se tornar crônico, procure o seu médico para verificar se há causa neurológica ou trauma a algum nervo.
Imagem: Audrey Johnson
Suando de felicidade!
Sim, nossa felicidade tem cheiro e pode ser contagiante. Quando estamos vivenciando uma emoção positiva, nosso suor produz compostos químicos cujo aroma é percebido pelas pessoas próximas que acabam também se sentindo bem. Isso foi revelado por um estudo comandado pelo professor de psicologia científica GunSemin, da Universidade de Utrecht, da Holanda, e publicado na revista Psychological Science. Até então, já era conhecido o efeito sobre o odor do suor devido a emoções negativas, como medo e aversão, mas as positivas não haviam sido estudadas. Segundo o autor da pesquisa, o resultado mostra que uma pessoa feliz pode passar este sentimento para os que convivem com ela. De certa forma, disse ele, “o suor da felicidade é um pouco como um sorriso: contagiante”.
Imagem: SHUTTERSTOCK
