Efeito paternidade
Depois do nascimento do primeiro filho, a silhueta masculina, assim como a da mulher, também se modifica. Os homens ganham em média 1,5 quilos e apresentam aumento de índice de massa corporal (IMC). É o que revela um estudo realizado na Faculdade de Medicina Feinberg da Universidade de Northwestern, Chicago. Foram vinte anos de pesquisas acompanhando a fase de transição da adolescência até a idade adulta de 10 mil homens nos Estados Unidos. Para os pesquisadores o “efeito paternidade” pode estar relacionado, principalmente, com as mudanças no estilo de vida dos papais de primeira viagem – envolvendo desde a preocupação com o bebê, novos hábitos alimentares e alterações no sono, até menos tempo para atividades físicas. A análise foi publicada na edição de julho de 2015 do American Journal of Men’s health.
Imagem: Adriana Herbut
Ai, minha perna está formigando!
Pode acontecer em qualquer parte do corpo, porém é mais comum nas mãos, pés, braços e pernas. A sensação de agulhadinhas na pele é um tipo de parestesia, neste caso provocada pela pressão sobre as pequenas artérias que proporcionam oxigênio e nutrientes aos nervos periféricos do corpo. Como resultado, o fluxo sanguíneo é dificultado, e o nervo se ressente, causando o formigamento. Geralmente surge quando ficamos muito tempo com as pernas cruzadas ou dormimos de mau jeito sobre o braço, desaparecendo quando a pressão é aliviada. Mas atenção: se o sintoma se tornar crônico, procure o seu médico para verificar se há causa neurológica ou trauma a algum nervo.
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Suando de felicidade!
Sim, nossa felicidade tem cheiro e pode ser contagiante. Quando estamos vivenciando uma emoção positiva, nosso suor produz compostos químicos cujo aroma é percebido pelas pessoas próximas que acabam também se sentindo bem. Isso foi revelado por um estudo comandado pelo professor de psicologia científica GunSemin, da Universidade de Utrecht, da Holanda, e publicado na revista Psychological Science. Até então, já era conhecido o efeito sobre o odor do suor devido a emoções negativas, como medo e aversão, mas as positivas não haviam sido estudadas. Segundo o autor da pesquisa, o resultado mostra que uma pessoa feliz pode passar este sentimento para os que convivem com ela. De certa forma, disse ele, “o suor da felicidade é um pouco como um sorriso: contagiante”.
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Riso hereditário
A predisposição para rir mais do que a média dos mortais, é herança genética causada pelas variantes do gene 5-HTTLPR que, por serem mais curtas, causam respostas emocionais positivas. A pesquisa que descobriu esta característica foi realizada com 336 voluntários que assistiram a desenhos animados e trechos de comédias. Uns riam pouco, outros não riam, enquanto outros davam gargalhadas. A diferença entre eles estava neste gene que, na verdade, não é responsável apenas pelo riso fácil, mas também pela maior intensidade para responder a emoções, também negativas, dependendo da personalidade da pessoa. O estudo foi comandado pelas cientistas Claudia Haase e Ursula Beermann, das universidades de Northwestern, nos EUA, e de Genebra, na Suíça.
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Mão e coração
A força que você coloca em um aperto de mão tem mais a ver com a saúde do que se pode imaginar. Por exemplo: pessoas com aperto de mão fraco podemapresentar16% mais chance de morte por diferentes causas, inclusive ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC). A conclusão é de um estudo de quatro anos, com 140 mil adultos, em 17 países, realizado pela Universidade McMaster, do Canadá. A força do aperto de mão foi medida por um aparelho especial chamado dinamômetro e serviu para revelar que um simples cumprimento pode representar um sinal rápido e fácil para investigar a saúde de uma pessoa.
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Um hábito milenar?
O ser humano já se interessava em escovar os dentes há cinco mil anos. Pelo menos é o que indica um achado arqueológico em uma tumba egípcia, composto de um graveto do tamanho de um lápis com a ponta desfiada. Mas foi no final do século 15 que os chineses criaram uma peça que lembra a escova dental que conhecemos hoje, feita de bambu e pelos de porco amarrados na extremidade. O problema é que uma mesma escova era usada por todos os membros da família, causando inúmeras doenças. Foi apenas com o surgimento das cerdas de nylon, em 1938, nos Estados Unidos, que a escova dental passou a ser produzida em grande escala tornando-se mais acessível a todos.
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Gordura no ar!
Um estudo recente revelou que ao perdermos peso, eliminamos gordura em forma de dióxido de carbono (CO2). E surpreende ao revelar a importância dos pulmões nesse processo. Foi constatato que quando 10 kg de gordura são oxidados, 8,4 kg são enviados para o ar. O restante, 1,6 kg é transformado em água (H2O)e eliminado através da urina, suor, lágrimas, fezes e outros fluidos corporais. Isso mostra que perder peso requer liberar o carbono armazenado nas células de gordura, reforçando a recomendação de comer menos e se mover mais. A pesquisa, realizada pela Universidade de Nova Gales do Sul, na Australia, foi coordenada pelo físico e apresentador de programas científicos na tevê, Ruben Meerman e publicada no respeitado British Medical Journal.
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Diferenças do coração
O coração feminino bate mais rápido do que o masculino, inclusive durante o sono. Isso ocorre porque na mulher este órgão é menor e as artérias coronárias são mais estreitas, o que diminui sua força para bombear o sangue. Os corações masculino e feminino também podem reagir de forma diferente, quando sofrem algum problema, como uma parada cardíaca. Inclusive, a possibilidade de uma mulher morrer em consequência de infarto é 50% maior do que a de um homem que tenha a mesma idade, os mesmos hábitos e fatores de risco semelhantes. Por isso, muitos tratamentos que funcionam para eles não funcionam para elas.
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