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Dr. Giovanni Capozzielli - Diretor Técnico Médico - CRM-SP 124333

Curiosidades sobre Saúde e Bem-Estar

Informações surpreendentes e curiosas para quem gosta de cuidar do corpo e da mente.

Rrrrrrroncar, por quê?

Rrrrrrroncar, por quê?

Ele causa muito transtorno, principalmente em quem está por perto. O som do ronco, que parece vir de uma soturna caverna, na verdade surge porque, ao dormir, relaxamos também os músculos da garganta e traqueia. A boca abre, move a mandíbula e a língua mais para trás e reduz a passagem do ar entre o palato e úvula, provocando vibração e aquele som desagradável. E, pior ainda, à medida em que a boca resseca com a passagem do ar, as vibrações aumentam mais e mais. Roncar de vez em quando é normal, mas, atenção: quando o ronco é intenso ou habitual pode indicar a presença da apneia, distúrbio grave do sono, em que a pessoa fica sem respirar pelo menos 10 segundos, temporária ou repetidamente. Além de agitação noturna e sonolência durante o dia, a apneia está associada ao risco de hipertensão, insuficiência e arritmia cardíacas, AVC e diabetes. É preciso consultar o médico!

Imagem: MAJA LAMPE


Choro acebolado

Quer queira, ou não, as lágrimas surgem assim que você começa a cortar cebolas. Isso ocorre porque o corte causa uma ruptura nas células desse vegetal, liberando uma enzima chamada alinase. Esta enzima reage aos compostos ali presentes produzindo o ácido  propenilsulfênico, que se transforma em uma substância volátil chamada propanotial-S-óxido. Imediatamente este gás atinge o líquido que protege nossos olhos, provocando irritação e o incontrolável lacrimejamento. Mas não se preocupe! Toda essa complexa “saga” de palavras difíceis e reações químicas podem ser controladas com o simples ato de cortar a cebola sob um fio de água corrente!

Imagem: SHUTTERSTOCK

Choro acebolado

Efeito paternidade

Efeito paternidade

Depois do nascimento do primeiro filho, a silhueta masculina, assim como a da mulher, também se modifica. Os homens ganham em média 1,5 quilos e apresentam aumento de índice de massa corporal (IMC). É o que revela um estudo realizado na Faculdade de Medicina Feinberg da Universidade de Northwestern, Chicago. Foram vinte anos de pesquisas acompanhando a fase de transição da adolescência até a idade adulta de 10 mil homens nos Estados Unidos. Para os pesquisadores o “efeito paternidade” pode estar relacionado, principalmente, com as mudanças no estilo de vida dos papais de primeira viagem – envolvendo desde a preocupação com o bebê, novos hábitos alimentares e alterações no sono, até menos tempo para atividades físicas. A análise foi publicada na edição de julho de 2015 do American Journal of Men’s health.

Imagem: Adriana Herbut


Ai, minha perna está formigando!

Pode acontecer em qualquer parte do corpo, porém é mais comum nas mãos, pés, braços e pernas. A sensação de agulhadinhas na pele é um tipo de parestesia, neste caso provocada pela pressão sobre as pequenas artérias que proporcionam oxigênio e nutrientes aos nervos periféricos do corpo. Como resultado, o fluxo sanguíneo é dificultado, e o nervo se ressente, causando o formigamento. Geralmente surge quando ficamos muito tempo com as pernas cruzadas ou dormimos de mau jeito sobre o braço, desaparecendo quando a pressão é aliviada. Mas atenção: se o sintoma se tornar crônico, procure o seu médico para verificar se há causa neurológica ou trauma a algum nervo. 

Imagem: Audrey Johnson

Ai,  minha perna está formigando!

Suando de felicidade!

Suando de felicidade!

Sim, nossa felicidade tem cheiro e pode ser contagiante. Quando estamos vivenciando uma emoção positiva, nosso suor produz compostos químicos cujo aroma é percebido pelas pessoas próximas que acabam também se sentindo bem. Isso foi revelado por um estudo comandado pelo professor de psicologia científica GunSemin, da Universidade de Utrecht, da Holanda, e publicado na revista Psychological Science. Até então, já era conhecido o efeito sobre o odor do suor devido a emoções negativas, como medo e aversão, mas as positivas não haviam sido estudadas. Segundo o autor da pesquisa, o resultado mostra que uma pessoa feliz pode passar este sentimento para os que convivem com ela. De certa forma, disse ele, “o suor da felicidade é um pouco como um sorriso: contagiante”.

Imagem: SHUTTERSTOCK


Riso hereditário

A predisposição para rir mais do que a média dos mortais, é herança genética causada pelas variantes do gene 5-HTTLPR que, por serem mais curtas, causam respostas emocionais positivas. A pesquisa que descobriu esta característica foi realizada com 336 voluntários que assistiram a desenhos animados e trechos de comédias. Uns riam pouco, outros não riam, enquanto outros davam gargalhadas. A diferença entre eles estava neste gene que, na verdade, não é responsável apenas pelo riso fácil, mas também pela maior intensidade para responder a emoções, também negativas, dependendo da personalidade da pessoa. O estudo foi comandado pelas cientistas Claudia Haase e Ursula Beermann, das universidades de Northwestern, nos EUA, e de Genebra, na Suíça.

Imagem: SHUTTERSTOCK

Riso hereditário

Mão e coração

Mão e coração

A força que você coloca em um aperto de mão tem mais a ver com a saúde do que se pode imaginar. Por exemplo: pessoas com aperto de mão fraco podemapresentar16% mais chance de morte por diferentes causas, inclusive ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC). A conclusão é de um estudo de quatro anos, com 140 mil adultos, em 17 países, realizado pela Universidade McMaster, do Canadá. A força do aperto de mão foi medida por um aparelho especial chamado dinamômetro e serviu para revelar que um simples cumprimento pode representar um sinal rápido e fácil para investigar a saúde de uma pessoa.  

Imagem: Shutterstock


Um hábito milenar?

O ser humano já se interessava em escovar os dentes há cinco mil anos. Pelo menos é o que indica um achado arqueológico em uma tumba egípcia, composto de um graveto do tamanho de um lápis com a ponta desfiada. Mas foi no final do século 15 que os chineses criaram uma peça que lembra a escova dental que conhecemos hoje, feita de bambu e pelos de porco amarrados na extremidade. O problema é que uma mesma escova era usada por todos os membros da família, causando inúmeras doenças. Foi apenas com o surgimento das cerdas de nylon, em 1938, nos Estados Unidos, que a escova dental passou a ser produzida em grande escala tornando-se mais acessível a todos.  

Imagem: Shutterstock

Um hábito milenar?