Carregando...

Dr. Giovanni Capozzielli - Diretor Técnico Médico - CRM-SP 124333

Curiosidades sobre Saúde e Bem-Estar

Informações surpreendentes e curiosas para quem gosta de cuidar do corpo e da mente.

Por que fechamos os olhos ao beijar?

Por que fechamos os olhos ao beijar?

Segundo um estudo feito pela Universidade de Londres, esta reação é causada por uma “necessidade” cerebral de manter o foco no que outro sentido está vivenciando. Ou seja, é difícil para nossa massa cinzenta processar ao mesmo tempo o sentido tátil e os estímulos visuais. Isso vale mais ainda quando estão em jogo as atividades agradáveis ao toque, como a dança, o sexo e o beijo, disseram os pesquisadores. Certamente, por essa mesma razão,  nunca lembramos que um único beijo na boca aumenta a possibilidade de transmissão de até 80 milhões de bactérias!


A avançada medicina do tempo dos faraós

Estamos sempre comemorando as descobertas e inovações da medicina moderna. Algumas, porém, seguem princípios muito antigos. No Egito, há mais de 2 mil e 600 anos, por exemplo, as próteses já eram usadas tanto para vivos como para mortos – neste último caso porque acreditava-se que o corpo deveria estar completo para seguir viagem no além. Um estudo recente da Universidade de Manchester (Inglaterra) mostrou como a medicina egípcia se antecipou. A egiptóloga Jacky Finch  usou uma réplica da prótese do famoso Dedo do Cairo, encontrado em uma múmia feminina. Feita originalmente com madeira, couro e até uma dobradiça que permitia o movimento das juntas, o experimento demonstrou que a prótese dos tempos dos faraós realmente funcionava!

A avançada medicina do tempo dos faraós

A estranha “síndrome do desastrado”

A estranha “síndrome do desastrado”

A dispraxia é uma disfunção motora que afeta algumas pessoas impedindo-as de planejar e coordenar até movimentos simples como, por exemplo, amarrar os cordões do tênis. Crianças com esse transtorno demoram mais para aprender a caminhar, apresentam dificuldade para escrever, se alimentar e ficam irritadas facilmente. Uma pessoa famosa que sofre do distúrbio é o ator Daniel Radcliffe, o Harry Potter das telas. Para ele, porém, isso nunca foi barreira para seguir adiante. Ao contrário, diz que a busca de soluções para enfrentar o problema, o tornou mais determinado e imaginativo. A dispraxia não tem cura, mas com uma terapia ocupacional física e de fala seu portador pode levar uma vida independente e gratificante. 


Por que damos risada?

Na verdade, não existe uma área do corpo exclusivamente responsável por esta função. Sabe-se que no cérebro, muitas partes do córtex estão envolvidas desencadeando uma série de sensações e pensamentos que ativam não só a face e mecanismos sonoros, mas outras partes do corpo.  Durante uma boa gargalhada, por exemplo,  movimentamos músculos dos braços, pernas, tronco e modificamos nosso padrão de respiração. Sabe-se também que o primeiro riso é instintivo e manifesta-se muito antes da fala, representando uma forma de comunicação que pode ser observada desde que somos bebês. Um dos pioneiros no estudo do assunto é Robert R. Provine, professor de Psicologia e Neurociência da Universidade de Maryland (EUA) e autor do livro Laughter -- A Scientific Investigation. Este especialista demonstrou que 80% do nosso riso não está ligado apenas ao humor e à alegria, mas também suaviza momentos de tensão. 

Por que damos risada?

Cinco elogios por dia

Cinco elogios por dia

A famosa teoria dos benefícios trazidos por elogios mostrou ser importante também para o desenvolvimento emocional e social de crianças entre 2 e 4 anos de idade. Foi o que revelou estudo com 38 pais, realizado pela Universidade de Montfort, no Reino Unido. Os filhos que receberam diariamente cinco elogios por suas ações positivas, apresentaram aumento no bem-estar e diminuição na hiperatividade e desatenção após quatro semanas. Os autores do estudo destacaram que em geral, a criança é mais criticada do que elogiada, pois o ruim chama mais a atenção do que o bom. Porém, ficou demonstrado que o elogio regular ao bom comportamento tanto em bebês como crianças pequenas, promove sentimentos de proximidade e de amor. “Cinco elogios por dia pode não ser um número mágico, mas serve de base para usar menos ou mais”, destacou uma das autoras do trabalho, que também ressalta: “O importante é as crianças receberem mensagens positivas com frequência durante semanas e meses, não apenas por um dia ou dois”.


Fuso horário x confuso horário

É comum as pessoas pensarem que o seu relógio biológico se confunde apenas após viagens distantes e diferenças de fuso horário. Mas não é bem assim. Na verdade, mudanças constantes na rotina do sono nos fins de semana ou mesmo nos dias livres podem ter o mesmo efeito no organismo, causando um fenômeno chamado jet lag social. Um estudo recente demonstrou que viver contra o relógio interno contribui para distúrbios metabólicos como diabetes  tipo 2, além de obesidade e doenças cardíacas. A revelação é do Programa de Pesquisa de Sono e Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade do Arizona (EUA) divulgado no International Journal of Obesity. 

Fuso horário x confuso horário

Doença de polegar

Doença de polegar

Está cada vez mais comum as novas gerações apresentarem sintomas de inflamação, rigidez e dores na base dos polegares devido ao uso excessivo do smartphone em mensagens e jogos. Conhecida como “doença do polegar” e “whatsappinite”, trata-se na verdade de uma variação da famosa tendinite, inflamação dos tendões em consequência de movimentos repetitivos. Jogar e escrever no smartphone impõe movimentações incômodas e pouco naturais para os polegares e são a principal causa de dor e até de eventuais osteoartrites, alerta estudo da dra. Kristin Zhao, da respeitada Clínica Mayo, dos Estados Unidos. Portanto, dê folga aos polegares!


Os bebês têm memória?

Praticamente não, devido a um fenômeno conhecido como “amnesia infantil” que não nos permite lembrar da fase em que nascemos nem dos primeiros anos de vida. Até os 4 e 5 anos, nosso cérebro produz muitos neurônios o que impede o armazenamento de informações de longo prazo no hipocampo, região da formação da memória e aprendizado.  Ou seja, nesta fase, ao mesmo tempo em que enriquecem a nossa capacidade de aprender, as novas células cerebrais “roubam” as “velhas” recordações. A conclusão é de estudo científico chefiado por Paul Frankland e Sheena Josselyn, da área de neurociência e saúde mental do Hospital Infantil da Universidade de Toronto, Canadá.

Os bebês têm memória?