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Dr. Giovanni Capozzielli - Diretor Técnico Médico - CRM-SP 124333

Curiosidades sobre Saúde e Bem-Estar

Informações surpreendentes e curiosas para quem gosta de cuidar do corpo e da mente.

A estranha “síndrome do desastrado”

A estranha “síndrome do desastrado”

A dispraxia é uma disfunção motora que afeta algumas pessoas impedindo-as de planejar e coordenar até movimentos simples como, por exemplo, amarrar os cordões do tênis. Crianças com esse transtorno demoram mais para aprender a caminhar, apresentam dificuldade para escrever, se alimentar e ficam irritadas facilmente. Uma pessoa famosa que sofre do distúrbio é o ator Daniel Radcliffe, o Harry Potter das telas. Para ele, porém, isso nunca foi barreira para seguir adiante. Ao contrário, diz que a busca de soluções para enfrentar o problema, o tornou mais determinado e imaginativo. A dispraxia não tem cura, mas com uma terapia ocupacional física e de fala seu portador pode levar uma vida independente e gratificante. 


Por que damos risada?

Na verdade, não existe uma área do corpo exclusivamente responsável por esta função. Sabe-se que no cérebro, muitas partes do córtex estão envolvidas desencadeando uma série de sensações e pensamentos que ativam não só a face e mecanismos sonoros, mas outras partes do corpo.  Durante uma boa gargalhada, por exemplo,  movimentamos músculos dos braços, pernas, tronco e modificamos nosso padrão de respiração. Sabe-se também que o primeiro riso é instintivo e manifesta-se muito antes da fala, representando uma forma de comunicação que pode ser observada desde que somos bebês. Um dos pioneiros no estudo do assunto é Robert R. Provine, professor de Psicologia e Neurociência da Universidade de Maryland (EUA) e autor do livro Laughter -- A Scientific Investigation. Este especialista demonstrou que 80% do nosso riso não está ligado apenas ao humor e à alegria, mas também suaviza momentos de tensão. 

Por que damos risada?

Cinco elogios por dia

Cinco elogios por dia

A famosa teoria dos benefícios trazidos por elogios mostrou ser importante também para o desenvolvimento emocional e social de crianças entre 2 e 4 anos de idade. Foi o que revelou estudo com 38 pais, realizado pela Universidade de Montfort, no Reino Unido. Os filhos que receberam diariamente cinco elogios por suas ações positivas, apresentaram aumento no bem-estar e diminuição na hiperatividade e desatenção após quatro semanas. Os autores do estudo destacaram que em geral, a criança é mais criticada do que elogiada, pois o ruim chama mais a atenção do que o bom. Porém, ficou demonstrado que o elogio regular ao bom comportamento tanto em bebês como crianças pequenas, promove sentimentos de proximidade e de amor. “Cinco elogios por dia pode não ser um número mágico, mas serve de base para usar menos ou mais”, destacou uma das autoras do trabalho, que também ressalta: “O importante é as crianças receberem mensagens positivas com frequência durante semanas e meses, não apenas por um dia ou dois”.


Fuso horário x confuso horário

É comum as pessoas pensarem que o seu relógio biológico se confunde apenas após viagens distantes e diferenças de fuso horário. Mas não é bem assim. Na verdade, mudanças constantes na rotina do sono nos fins de semana ou mesmo nos dias livres podem ter o mesmo efeito no organismo, causando um fenômeno chamado jet lag social. Um estudo recente demonstrou que viver contra o relógio interno contribui para distúrbios metabólicos como diabetes  tipo 2, além de obesidade e doenças cardíacas. A revelação é do Programa de Pesquisa de Sono e Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade do Arizona (EUA) divulgado no International Journal of Obesity. 

Fuso horário x confuso horário

Doença de polegar

Doença de polegar

Está cada vez mais comum as novas gerações apresentarem sintomas de inflamação, rigidez e dores na base dos polegares devido ao uso excessivo do smartphone em mensagens e jogos. Conhecida como “doença do polegar” e “whatsappinite”, trata-se na verdade de uma variação da famosa tendinite, inflamação dos tendões em consequência de movimentos repetitivos. Jogar e escrever no smartphone impõe movimentações incômodas e pouco naturais para os polegares e são a principal causa de dor e até de eventuais osteoartrites, alerta estudo da dra. Kristin Zhao, da respeitada Clínica Mayo, dos Estados Unidos. Portanto, dê folga aos polegares!


Os bebês têm memória?

Praticamente não, devido a um fenômeno conhecido como “amnesia infantil” que não nos permite lembrar da fase em que nascemos nem dos primeiros anos de vida. Até os 4 e 5 anos, nosso cérebro produz muitos neurônios o que impede o armazenamento de informações de longo prazo no hipocampo, região da formação da memória e aprendizado.  Ou seja, nesta fase, ao mesmo tempo em que enriquecem a nossa capacidade de aprender, as novas células cerebrais “roubam” as “velhas” recordações. A conclusão é de estudo científico chefiado por Paul Frankland e Sheena Josselyn, da área de neurociência e saúde mental do Hospital Infantil da Universidade de Toronto, Canadá.

Os bebês têm memória?

O efeito relax da natureza

O efeito relax da natureza

Todos sabem que ouvir o som do riacho, da chuva e do vento nas árvores, ajuda a relaxar. Mas cientistas da Universidade de Sussex, no Reino Unido, resolveram estudar o assunto para descobrir até que ponto tais sensações podem alterar processos da fisiologia humana. Participantes foram submetidos aos sons de ambientes naturais e artificiais enquanto a sua atividade cerebral era monitorada. Ficou demonstrado que os sons da natureza podem mesmo impactar de forma positiva as pessoas que enfrentam alto nível de estresse por meio de reações de sistemas cerebrais -- um deles responsável pela digestão e relacionado ao relaxamento do corpo e ao repouso.  Por outro lado, quando exposta aos sons artificiais, a conectividade cerebral refletiu estados semelhantes aos observados na ansiedade, no transtorno de estresse pós-traumático e na depressão.


O desafio da “amnesia digital”

Estudos de especialistas em tecnologia e mundo digital realizados na Europa alertam para o fato de que cada vez mais as pessoas esquecem números de telefone, endereços,  e até mesmo dados de documentos – um fenômeno conhecido como “amnesia digital” e bastante relacionado com a impaciência. A facilidade de obter informações rapidamente na internet, favorece  esquecê-las também rapidamente. Um dos efeitos deste fenômeno é a incapacidade de criar memória de longo prazo, que é reforçada sempre quando nosso cérebro tenta  lembrar de  alguma coisa – o que ocorre cada vez menos. Ou seja, o cérebro tende a não recordar o que não exigiu esforço e a facilidade da internet acaba sinalizando que aquela informação não precisa ser memorizada. Os efeitos positivos ou negativos deste fenômeno a  longo prazo ainda estão sendo estudados e debatidos por estudiosos.

O desafio da “amnesia digital”