Solidão, uma ameaça real à saúde
Pesquisa recente confirmou que a falta de contato social pode enfraquecer o sistema imune, facilitando o aparecimento de doenças crônicas e diminuindo a esperança média de vida. Nas pessoas que se sentem sozinhas, a atividade das células brancas do sangue, diminui enquanto o seu nível de inflamação aumenta, processo semelhante ao que ocorre no estresse. A combinação desses dois efeitos é prejudicial para o organismo, tornando os solitários mais vulneráveis e com menor capacidade para lutar contra doenças. O mais surpreendente ainda é que o processo que ocorre no gene dos leucócitos dessas pessoas acaba “alimentando” o sentimento de solidão como num círculo vicioso. O estudo é da Universidade de Chicago e foi publicado na revista da Academia de Ciência Americana, PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences). Portanto, faça e cultive amigos para viver mais e melhor.
Curiosidades sobre a curiosidade
Apesar de ser um elemento básico da nossa cognição, tanto a função biológica como os mecanismos e a base neural da curiosidade permanecem misteriosos, segundo estudos publicados em revistas especializadas. O que se sabe é que está relacionada com o processo de evolução da espécie humana e fez nossos antepassados descobrirem formas de sobreviver, ferramentas para prolongar a vida e até divulgar conhecimento. Também é sabido que a química do cérebro muda quando ficamos curiosos, ajudando-nos a aprender e a reter melhor as informações -- e quanto mais conhecimento, maior a facilidade para tomar decisões, por exemplo. Curioso também é que mesmo depois de aprendermos coisas básicas e crescermos, continuamos curiosos. Isso se deve a uma característica comportamental do processo evolutivo, segundo a qual o organismo adulto também retém características juvenis, como uma infância estendida e cheia de curiosidade! Por isso, muitos cientistas sugerem que mais do que buscar a origem da curiosidade, é importante saber como usá-la em benefício da nossa evolução.
Você ouve som cada vez mais alto?
Pois saiba que talvez esteja ficando surdo! Segundo a Organização Mundial da Saúde, milhões de pessoas em todo o mundo correm o risco de perda da audição devido ao hábito constante de ouvir música em alto volume durante longos períodos de tempo. Mas este não é o único motivo para que 360 milhões de pessoas em todo o mundo sofram com esta deficiência. A poluição sonora das ruas e dos ambientes fechados também contribuem, além de um dos mais ameaçadores: o som alto dos fones de ouvido conectados aos aparelhos móveis. É importante lembrar que a perda auditiva é considerada fator incapacitante, uma vez que afeta a comunicação, a educação, a busca de emprego além das relações sociais e emocionais. Os alarmantes números incluem idosos, pessoas com infecções crônicas no ouvido e crianças – cinco em cada mil nascem com surdez ou dificuldade para ouvir, fatores que podem comprometer o seu desenvolvimento. E você, está ouvindo bem?
A estranha Síndrome da “Bela Adormecida”
O nome popular remete ao conto de fada, mas esta é uma das doenças mais raras da Medicina. Seu nome científico é Síndrome de Kleine-Levin e tem origem neurológica. Caracteriza-se por períodos de sono excessivo, alterações de comportamento e de compreensão. Manifesta-se principalmente na adolescência, mas pode ocorrer no início da vida adulta. O sintoma inicial é a sonolência persistente, que aumenta a ponto do paciente dormir a maior parte do tempo, acordando apenas para comer ou ir ao banheiro. Durante cada crise, as atividades normais são interrompidas por dias, semanas e até meses, impedindo que o jovem cuide de si mesmo, estude ou se divirta como todos da sua idade. Ainda não existe prevenção para a doença, mas seu tempo de duração é limitado, entre oito a dez anos. O apelido de “bela adormecida” surgiu exatamente porque depois de alguns anos “dormindo” o paciente “acorda” para viver uma rotina normal.
Você conhece o segredo do espermatozoide “vencedor”?
Até a pouco tempo não se sabia ao certo o que fazia um espermatozoide “chegar ao pódio” na corrida para fecundar o óvulo. Mas agora, o estudo de um grupo de cientistas britânicos e japoneses, liderado pelo brasileiro Hermes Gadelha, da Universidade de York, no Reino Unido, fez uma interessante descoberta: o ritmo e os movimentos da cabeça e da cauda realizados pelas células de esperma, formam ao seu redor uma espécie de “campo magnético” semelhante aos existentes em torno dos ímãs. E é exatamente a “força” desses campos que ajuda a impulsioná-los rumo ao seu concorrido objetivo. Mais de 50 milhões de espermatozoides participam desta maratona para penetrar no óvulo. E entre estes, apenas um é o vencedor – não existe segundo nem terceiro lugar! A melhor notícia, porém, é que essa descoberta poderá ser útil para a criação de tratamentos mais eficazes da infertilidade masculina.
Bom humor no trabalho evita estresse
Sim, não é uma teoria. Estudos científicos recentes demonstram que o bom humor no ambiente profissional é uma das ferramentas mais eficazes para combater a tensão, enfrentar os desafios do dia a dia e conservar a saúde mental. E faz bem também para a empresa: aumenta a motivação individual e de grupo, favorece a aprendizagem, incentiva a inovação, ajuda a tomar melhores decisões, a reter talentos e a manter boas relações com os clientes. Além disso, torna o ambiente mais agradável e humano – afinal, como todos sabem, o riso ajuda a liberar serotonina e endorfina, hormônios responsáveis pelo bem estar e prazer. Por tudo isso o tema do humor se tornou, na verdade, muito sério e vem sendo estudado desde 1989 por uma conceituada entidade internacional: a International Society for Humor Studies – ISHS, entidade que, além de pesquisas, promove conferência e eventos na América do Norte e outras regiões do mundo para divulgar essa forma agradável de evitar o estresse.
Você prefere trabalhar à noite?
Pois saiba que isso não acontece por simples capricho, mas devido à sua genética. É o que indica estudo científico realizado por especialistas da Universidade Rockefeller (EUA). A pesquisa descobriu uma mutação no gene CRY1 dos participantes que dormiam e acordavam tarde. Essa alteração faz com que o relógio interno funcione mais lentamente -- é como se o corpo precisasse de horas a mais para completar o ciclo de um dia que, para a grande maioria dos mortais, tem 24 horas. De acordo com a equipe de estudiosos, porém, a adoção de novos ritmos na vida diária e uma boa higiene do sono, podem ajudar os notívagos acertar este “atraso”.
Estetoscópio: dois séculos ouvindo a saúde
Ele foi inventado em 1816 pelo médico francês René Laennec, devido a um improviso. Naquela época, a única forma do médico descobrir mais rapidamente a presença de doenças cardíacas e pulmonares, era encostar o ouvido no peito e costas do doente. Um dia, porém, diante de uma paciente obesa, em trabalho de parto. Laennec achou difícil realizar essa prática e buscou uma nova forma de auscultação. Primeiro fez um tubo de papel e pressionou-o no tórax da paciente, colocando o ouvido na outra ponta. E deu certo! A partir daí ele criou vários protótipos de madeira e não demorou para que outros pesquisadores fossem aperfeiçoando o aparelho até chegar ao modelo que se tornou um símbolo clássico da prática médica. O nome estetoscópio veio do grego stethos, que significa peito, e scopos, examinar, vigiar. Hoje, com a chegada da tecnologia, já são usadas as versões digitais, mas o instrumento continua indispensável...
