Por que algumas pessoas têm um olho de cada cor?
É devido à heterocromia, uma diferença de produção da melanina na íris. Como todos sabem, a melanina é o pigmento responsável pela cor da pele, cabelo e olhos. Quando um dos olhos produz maior ou menor quantidade de melanina, ele ganha tom ou cor diferente. Quanto mais melanina, mais escuros os olhos. Mas também pode acontecer de um olho ficar azul e outro verde. Ou um verde e outro castanho. Mais variações são possíveis, como uma íris mais escura do que outra. Segundo pesquisas, seis em cada mil pessoas possuem esta condição, embora nem sempre seja fácil percebê-la. Muitos famosos do cinema têm heterocromia, como Mila Kunis, Wentworth Miller, Kate Bosworth, Henry Cavill e Simon Pegg – para citar apenas alguns.
A ansiedade pode mudar os seus passos!
Este estado emocional pode, sim, influenciar até a nossa maneira de caminhar, pois altera a atividade cerebral de tal forma que o nosso hemisfério direito se torna muito mais ativo do que o esquerdo. Isso foi comprovado cientificamente por um estudo que convidou diversas pessoas a caminhar em linha reta até um determinado ponto com os olhos vendados. Quem sofria de ansiedade, mostrou tendência de modificar a trajetória para o lado esquerdo. Parece não ter importância, mas essa constatação pode ajudar a tratar de forma eficaz um transtorno que limita a habilidade da pessoa se orientar, direcionar e responder aos estímulos de um dos lados do corpo -- síndrome de negligência unilateral.
“Síndrome da mão alienígena”
Existem muitos distúrbios raros na medicina, mas um dos mais intrigantes é a “síndrome da mão alienígena” ou “mão alheia”, considerada também como um dos fenômenos mais interessantes no campo da Neurologia. Caracteriza-se pela movimentação involuntária e até mesmo não percebida de uma de nossas mãos, que passa a atuar de maneira autônoma e independente de nossa vontade. Ou seja, é como se a mão tivesse “vida própria”. A SMA foi descrita pela primeira vez em 1908 pelo neurologista e psiquiatra alemão Dr. Kurt Goldstein, e até hoje é considerada rara. Desenvolve-se a partir de alguma mudança ocorrida no corpo do cérebro causada por acidente vascular, doença ou cirurgia. Não existe cura, mas medidas que aliviam os sintomas e fármacos que minimizam as crises.
Os genes e a atração sexual
Todo mundo percebe quando sente atração física por alguém. Mas por que sente essa atração ainda está cercado de alguns mistérios. Um deles parece já ter sido desvendado pela genética. Segundo estudos, a mulher, por exemplo, durante a fase fértil se sente mais atraída por homens que tenham menos semelhança genética com ela. E isso pode ser constatado, acredite, pelo conjunto de genes ligados ao sistema imunológico, o MHC! É o que diz pesquisa chefiada pela psicóloga Christine Garver-Apgar, da Universidade do Novo México, em Albuquerque (EUA). Talvez logo, logo, um simples teste de DNA consiga até descobrir se um dos parceiros será infiel ou não...
Para que serve o “novo” órgão do corpo humano
Uma estrutura que era considerada apenas parte do aparelho digestivo e sem grande relevância médica, ganhou as manchetes e novo status após seis anos de estudos da Universidade de Limerick, na Irlanda. O mesentério está agora oficializado como o 79º órgão do corpo humano, responsável por fixar o intestino e posicioná-lo de forma correta, impedindo que encoste na parede abdominal, além de favorecer a irrigação sanguínea na região. Mencionado pela primeira vez por Leonardo da Vinci, no período do Renascimento, o mesentério, portanto, não tem nada de novo. Mas descobrir seus atributos como novo órgão vai ajudar a entender melhor as doenças abdominais e digestivas, bem como aprimorar os tratamentos atuais.
O bilionário genoma humano
O conjunto dos genes que guardam toda a informação para o desenvolvimento e o funcionamento da vida humana é bilionário: tem cerca de 3,3 bilhões de pares de “letras” que representam os quatro compostos orgânicos básicos para sua formação. Já o material genético humano tem entre 2,8 milhões e 3,5 milhões de pares desse tipo. Uma das curiosidades sobre essa incrível condição é que aproximadamente 99% dos genes são idênticos em todas as pessoas, ou seja, apenas 1% marca as diferenças que temos dos outros – exceto no caso de gêmeos. Não sem motivo, o sequenciamento do genoma é apelidado como livro da vida. Mas, se pudesse realmente constar de um livro, o leitor precisaria de 11 anos para completar a sua leitura! O projeto Genoma Humano foi apresentado ao mundo em junho de 2000, após dez anos de trabalho, e reuniu três mil cientistas de 20 institutos de seis países do mundo, dando início a uma verdadeira revolução na história da biologia.
Como “fabricamos” nossas memórias?
Tudo acontece na área do cérebro chamada hipocampo. Cada pormenor ou pedaço de informação enviada pelos cinco sentidos funciona como uma espécie de estímulo para os neurônios que, em 20 ou 30 segundos, analisam aquilo que deve ser esquecido e o que deve permanecer, seja por curto ou longo prazo. Segundo estudo recente, porém, a lembrança só se consolida quando acionada a área das emoções, que associa informações com sensações e conceitos. E mais: existem neurônios em uma região específica do cérebro para formar a memória e que disparam de maneira diferente daquela feita para um simples registro. Essas descobertas ajudarão não apenas a usar melhor a memória como a compreender o que causa a sua perda em doenças neurológicas, entre as quais a de Alzheimer.
Nanorrobô na veia
Ele é guiado por luz, é capaz de “navegar” na corrente sanguínea de maneira controlada, e pode significar uma futura nova forma de tratar o câncer. Seu objetivo é enviar a medicação diretamente às células doentes, repará-las, bloquear o seu crescimento e até eliminá-las sem prejudicar os tecidos ao redor, evitando os efeitos negativos da quimioterapia. Semelhante a uma pequena árvore, esse microdispositivo, desenvolvido na Universidade de Honk Kong é feito com silício e óxido de titânio, dois materiais de baixo custo e biocompatíveis com o ser humano. Criada pela equipe de Tang Jinyao, a novidade foi apresentada na edição de outubro de 2016 do jornal Nature Nanotechnology.
