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Dr. Giovanni Capozzielli - Diretor Técnico Médico - CRM-SP 124333

Curiosidades sobre Saúde e Bem-Estar

Informações surpreendentes e curiosas para quem gosta de cuidar do corpo e da mente.

“Síndrome da mão alienígena”

“Síndrome da mão alienígena”

Existem muitos distúrbios raros na medicina, mas um dos mais intrigantes é a “síndrome da mão alienígena” ou “mão alheia”, considerada também como um dos fenômenos mais interessantes no campo da Neurologia. Caracteriza-se pela movimentação involuntária e até mesmo não percebida de uma de nossas mãos, que passa a atuar de maneira autônoma e independente de nossa vontade. Ou seja, é como se a mão tivesse “vida própria”. A SMA foi descrita pela primeira vez em 1908 pelo neurologista e psiquiatra alemão Dr. Kurt Goldstein, e até hoje é considerada rara. Desenvolve-se a partir de alguma mudança ocorrida no corpo do cérebro causada por acidente vascular, doença ou cirurgia. Não existe cura, mas medidas que aliviam os sintomas e fármacos que minimizam as crises.


Os genes e a atração sexual

Todo mundo percebe quando sente atração física por alguém. Mas por que sente essa atração ainda está cercado de alguns mistérios. Um deles parece já ter sido desvendado pela genética. Segundo estudos, a mulher, por exemplo, durante a fase fértil se sente mais atraída por homens que tenham menos semelhança genética com ela. E isso pode ser constatado, acredite, pelo conjunto de genes ligados ao sistema imunológico, o MHC! É o que diz pesquisa chefiada pela psicóloga Christine Garver-Apgar, da Universidade do Novo México, em Albuquerque (EUA). Talvez logo, logo, um simples teste de DNA consiga até descobrir se um dos parceiros será infiel ou não...

Os genes e a atração sexual

Para que serve o “novo” órgão do corpo humano

Para que serve o “novo” órgão do corpo humano

Uma estrutura que era considerada apenas parte do aparelho digestivo e sem grande relevância médica, ganhou as manchetes e novo status após seis anos de estudos da Universidade de Limerick, na Irlanda. O mesentério está agora oficializado como o 79º órgão do corpo humano, responsável por fixar o intestino e posicioná-lo de forma correta, impedindo que encoste na parede abdominal, além de favorecer a irrigação sanguínea na região.  Mencionado pela primeira vez por Leonardo da Vinci, no período do Renascimento, o mesentério, portanto, não tem nada de novo. Mas descobrir seus atributos como novo órgão vai ajudar a entender melhor as doenças abdominais e digestivas, bem como aprimorar os tratamentos atuais.


O bilionário genoma humano

O conjunto dos genes que guardam toda a informação para o desenvolvimento e o funcionamento da vida humana é bilionário: tem cerca de 3,3 bilhões de pares de “letras” que representam os quatro compostos orgânicos básicos para sua formação. Já o material genético humano tem entre 2,8 milhões e 3,5 milhões de pares desse tipo. Uma das curiosidades sobre essa incrível condição é que aproximadamente 99% dos genes são idênticos em todas as pessoas, ou seja, apenas 1% marca as diferenças que temos dos outros – exceto no caso de gêmeos. Não sem motivo, o sequenciamento do genoma é apelidado como livro da vida. Mas, se pudesse realmente constar de um livro, o leitor precisaria de 11 anos para completar a sua leitura! O projeto Genoma Humano foi apresentado ao mundo em junho de 2000, após dez anos de trabalho, e reuniu três mil cientistas de 20 institutos de seis países do mundo, dando início a uma verdadeira revolução na história da biologia.

O bilionário genoma humano

Como “fabricamos” nossas memórias?

Como “fabricamos” nossas memórias?

Tudo acontece na área do cérebro chamada hipocampo. Cada pormenor ou pedaço de informação enviada pelos cinco sentidos funciona como uma espécie de estímulo para os neurônios que, em 20 ou 30 segundos, analisam aquilo que deve ser esquecido e o que deve permanecer, seja por curto ou longo prazo. Segundo estudo recente, porém, a lembrança só se consolida quando acionada a área das emoções, que associa informações com sensações e conceitos. E mais: existem neurônios em uma região específica do cérebro para formar a memória e que disparam de maneira diferente daquela feita para um simples registro. Essas descobertas ajudarão não apenas a usar melhor a memória como a compreender o que causa a sua perda em doenças neurológicas, entre as quais a de Alzheimer.


Nanorrobô na veia

Ele é guiado por luz, é capaz de “navegar” na corrente sanguínea de maneira controlada, e pode significar uma futura nova forma de tratar o câncer. Seu objetivo é enviar a medicação diretamente às células doentes, repará-las, bloquear o seu crescimento e até eliminá-las sem prejudicar os tecidos ao redor, evitando os efeitos negativos da quimioterapia. Semelhante a uma pequena árvore, esse microdispositivo, desenvolvido na Universidade de Honk Kong é feito com silício e óxido de titânio, dois materiais de baixo custo e biocompatíveis com o ser humano. Criada pela equipe de Tang Jinyao, a novidade foi apresentada na edição de outubro de 2016 do jornal Nature Nanotechnology.

Nanorrobô na veia

Por que falamos durante o sono?

Por que falamos durante o sono?

Falar enquanto dormimos é comum. De crianças a adultos, praticamente todos passamos por isso de vez em quando. Não existe pesquisa científica que explique definitivamente o porquê. O que se sabe é que há vários fatores envolvidos nessa ocorrência. Segundo a National Sleep Association (EUA), falamos, por exemplo, quando estamos angustiados com algum acontecimento ou até mesmo porque não tivemos coragem de dizer o que queríamos. Também pode vir de um estresse prolongado, tensão, cansaço (físico ou mental), privação de sono, efeito de álcool e febre. Mas quando a emissão de sons e palavras é frequente durante o sono e a pessoa chega até a conversar, pode ser que sofra de um distúrbio chamado sonilóquio e deve procurar um médico especialista para tratamento.


Língua humana, essa máquina incansável!

Assim como o coração, a língua é um músculo que não para de trabalhar. E graças à sua força e flexibilidade, é capaz de atuar em vários processos ao mesmo tempo Por exemplo, ajuda a eliminar bactérias ruins da respiração e ativar as glândulas salivares participando do processo digestivo. É ela também que envia sinais dos compostos químicos dos alimentos para o cérebro identificar cada sabor. Na fala, contribui com a produção do som.  Outras atividades não menos vitais são o ato de cuspir e até mesmo beijar. É muito importante manter a língua limpa. Mais de 700 bactérias diferentes vivem na boca e um grande número delas vai para a saliva, contaminando os detritos alimentares que causam a saburra e o mau hálito.

Língua humana, essa máquina incansável!