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Dr. Giovanni Capozzielli - Diretor Técnico Médico - CRM-SP 124333

Curiosidades sobre Saúde e Bem-Estar

Informações surpreendentes e curiosas para quem gosta de cuidar do corpo e da mente.

Fuso horário x confuso horário

Fuso horário x confuso horário

É comum as pessoas pensarem que o seu relógio biológico se confunde apenas após viagens distantes e diferenças de fuso horário. Mas não é bem assim. Na verdade, mudanças constantes na rotina do sono nos fins de semana ou mesmo nos dias livres podem ter o mesmo efeito no organismo, causando um fenômeno chamado jet lag social. Um estudo recente demonstrou que viver contra o relógio interno contribui para distúrbios metabólicos como diabetes  tipo 2, além de obesidade e doenças cardíacas. A revelação é do Programa de Pesquisa de Sono e Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade do Arizona (EUA) divulgado no International Journal of Obesity. 


Doença de polegar

Está cada vez mais comum as novas gerações apresentarem sintomas de inflamação, rigidez e dores na base dos polegares devido ao uso excessivo do smartphone em mensagens e jogos. Conhecida como “doença do polegar” e “whatsappinite”, trata-se na verdade de uma variação da famosa tendinite, inflamação dos tendões em consequência de movimentos repetitivos. Jogar e escrever no smartphone impõe movimentações incômodas e pouco naturais para os polegares e são a principal causa de dor e até de eventuais osteoartrites, alerta estudo da dra. Kristin Zhao, da respeitada Clínica Mayo, dos Estados Unidos. Portanto, dê folga aos polegares!

Doença de polegar

Os bebês têm memória?

Os bebês têm memória?

Praticamente não, devido a um fenômeno conhecido como “amnesia infantil” que não nos permite lembrar da fase em que nascemos nem dos primeiros anos de vida. Até os 4 e 5 anos, nosso cérebro produz muitos neurônios o que impede o armazenamento de informações de longo prazo no hipocampo, região da formação da memória e aprendizado.  Ou seja, nesta fase, ao mesmo tempo em que enriquecem a nossa capacidade de aprender, as novas células cerebrais “roubam” as “velhas” recordações. A conclusão é de estudo científico chefiado por Paul Frankland e Sheena Josselyn, da área de neurociência e saúde mental do Hospital Infantil da Universidade de Toronto, Canadá.


O efeito relax da natureza

Todos sabem que ouvir o som do riacho, da chuva e do vento nas árvores, ajuda a relaxar. Mas cientistas da Universidade de Sussex, no Reino Unido, resolveram estudar o assunto para descobrir até que ponto tais sensações podem alterar processos da fisiologia humana. Participantes foram submetidos aos sons de ambientes naturais e artificiais enquanto a sua atividade cerebral era monitorada. Ficou demonstrado que os sons da natureza podem mesmo impactar de forma positiva as pessoas que enfrentam alto nível de estresse por meio de reações de sistemas cerebrais -- um deles responsável pela digestão e relacionado ao relaxamento do corpo e ao repouso.  Por outro lado, quando exposta aos sons artificiais, a conectividade cerebral refletiu estados semelhantes aos observados na ansiedade, no transtorno de estresse pós-traumático e na depressão.

O efeito relax da natureza

O desafio da “amnesia digital”

O desafio da “amnesia digital”

Estudos de especialistas em tecnologia e mundo digital realizados na Europa alertam para o fato de que cada vez mais as pessoas esquecem números de telefone, endereços,  e até mesmo dados de documentos – um fenômeno conhecido como “amnesia digital” e bastante relacionado com a impaciência. A facilidade de obter informações rapidamente na internet, favorece  esquecê-las também rapidamente. Um dos efeitos deste fenômeno é a incapacidade de criar memória de longo prazo, que é reforçada sempre quando nosso cérebro tenta  lembrar de  alguma coisa – o que ocorre cada vez menos. Ou seja, o cérebro tende a não recordar o que não exigiu esforço e a facilidade da internet acaba sinalizando que aquela informação não precisa ser memorizada. Os efeitos positivos ou negativos deste fenômeno a  longo prazo ainda estão sendo estudados e debatidos por estudiosos.


Solidão, uma ameaça real à saúde

Pesquisa recente confirmou que a falta de contato social pode enfraquecer o sistema imune, facilitando o aparecimento de doenças crônicas e diminuindo a esperança média de vida. Nas pessoas que se sentem sozinhas, a atividade das células brancas do sangue, diminui enquanto o seu nível de inflamação aumenta, processo semelhante ao que ocorre no estresse. A combinação desses dois efeitos é prejudicial para o organismo, tornando os solitários mais vulneráveis e com menor capacidade para lutar contra doenças. O mais surpreendente ainda é que o processo que ocorre no gene dos leucócitos dessas pessoas acaba “alimentando” o sentimento de solidão como num círculo vicioso. O estudo é da Universidade de Chicago e foi publicado na revista da Academia de Ciência Americana, PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences). Portanto, faça e cultive amigos para viver mais e melhor.

Solidão, uma ameaça real à saúde

Curiosidades sobre a curiosidade

Curiosidades sobre a curiosidade

Apesar de ser um elemento básico da nossa cognição, tanto a função biológica como os mecanismos e a base neural da curiosidade permanecem misteriosos, segundo estudos publicados em revistas especializadas. O que se sabe é que está relacionada com o processo de evolução da espécie humana e fez nossos antepassados descobrirem formas de sobreviver, ferramentas para prolongar a vida e até divulgar conhecimento. Também é sabido que a química do cérebro muda quando ficamos curiosos, ajudando-nos a aprender e a reter melhor as informações -- e quanto mais conhecimento, maior a facilidade para tomar decisões, por exemplo.  Curioso também é que mesmo depois de aprendermos coisas básicas e crescermos, continuamos curiosos. Isso se deve a uma característica comportamental do processo evolutivo, segundo a qual o organismo adulto também retém características juvenis, como uma infância estendida e cheia de curiosidade! Por isso, muitos cientistas sugerem que mais do que buscar a origem da curiosidade, é importante saber como usá-la em benefício da nossa evolução.


Você ouve som cada vez mais alto?

Pois saiba que talvez esteja ficando surdo! Segundo a Organização Mundial da Saúde, milhões de pessoas em todo o mundo correm  o risco de perda da audição devido ao hábito constante de ouvir música em alto volume durante longos períodos de tempo. Mas este não é o único motivo para que 360 milhões de pessoas em todo o mundo sofram com esta deficiência. A poluição sonora das ruas e dos ambientes fechados também contribuem, além de um dos mais ameaçadores: o som alto dos fones de ouvido conectados aos aparelhos móveis. É importante lembrar que a perda auditiva é considerada fator incapacitante, uma vez que afeta a comunicação, a educação, a busca de emprego além das relações sociais e emocionais. Os alarmantes números incluem idosos, pessoas com infecções crônicas no ouvido e crianças – cinco em cada mil nascem com surdez ou dificuldade para ouvir, fatores que podem comprometer o seu desenvolvimento. E você, está ouvindo bem?

Você ouve som cada vez mais alto?