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Dr. Giovanni Capozzielli - Diretor Técnico Médico - CRM-SP 124333

Curiosidades sobre Saúde e Bem-Estar

Informações surpreendentes e curiosas para quem gosta de cuidar do corpo e da mente.

A estranha Síndrome da “Bela Adormecida”

A estranha Síndrome da “Bela Adormecida”

O nome popular remete ao conto de fada, mas esta é uma das doenças mais raras da Medicina. Seu nome científico é Síndrome de Kleine-Levin e tem origem neurológica. Caracteriza-se por períodos de sono excessivo, alterações de comportamento e de compreensão. Manifesta-se principalmente na adolescência, mas pode ocorrer no início da vida adulta. O sintoma inicial é a sonolência persistente, que aumenta a ponto do paciente dormir a maior parte do tempo, acordando apenas para comer ou ir ao banheiro. Durante cada crise, as atividades normais são interrompidas por dias, semanas e até meses, impedindo que o jovem cuide de si mesmo, estude ou se divirta como todos da sua idade. Ainda não existe prevenção para a doença, mas seu tempo de duração é limitado, entre oito a dez anos. O apelido de “bela adormecida” surgiu exatamente porque depois de alguns  anos “dormindo”  o paciente “acorda” para viver uma rotina normal. 


Você conhece o segredo do espermatozoide “vencedor”?

Até a pouco tempo não se sabia ao certo o que fazia um espermatozoide  “chegar ao pódio” na corrida para fecundar o óvulo. Mas agora, o estudo de um  grupo de cientistas britânicos e japoneses, liderado pelo brasileiro Hermes Gadelha, da Universidade de York, no Reino Unido, fez uma interessante descoberta: o ritmo e os movimentos da cabeça e da cauda realizados pelas células de esperma, formam ao seu redor uma espécie de “campo magnético” semelhante aos existentes em torno dos ímãs. E  é exatamente a “força” desses campos que ajuda a impulsioná-los rumo ao seu concorrido objetivo. Mais de 50 milhões de espermatozoides participam desta maratona para penetrar  no óvulo. E  entre estes, apenas um é o vencedor – não existe segundo nem terceiro lugar! A melhor notícia, porém, é que essa descoberta poderá ser útil para a criação de tratamentos mais eficazes da infertilidade masculina.

Você conhece o segredo do espermatozoide “vencedor”?

Bom humor no trabalho evita estresse

Bom humor no trabalho evita estresse

Sim, não é uma teoria. Estudos científicos recentes demonstram que o bom humor no ambiente profissional é uma das ferramentas mais eficazes para combater a tensão, enfrentar os desafios do dia a dia e conservar a saúde mental. E faz bem também para a empresa: aumenta a motivação individual e de grupo, favorece a aprendizagem, incentiva a inovação, ajuda a tomar melhores decisões, a reter talentos e a manter boas relações com os clientes. Além disso, torna o ambiente mais agradável e humano – afinal, como todos sabem, o riso ajuda a liberar serotonina e endorfina, hormônios responsáveis pelo bem estar e prazer. Por tudo isso o tema do humor se tornou, na verdade, muito sério e vem sendo estudado desde 1989 por uma conceituada entidade internacional: a International Society for Humor Studies – ISHS, entidade que, além de pesquisas, promove conferência e eventos na América do Norte e outras regiões do mundo para divulgar essa forma agradável de evitar o estresse.


Você prefere trabalhar à noite?

Pois saiba que isso não acontece por simples capricho, mas devido à sua genética. É o que indica estudo científico realizado por especialistas da Universidade Rockefeller (EUA). A pesquisa descobriu uma mutação no gene CRY1 dos participantes que dormiam e acordavam tarde. Essa alteração faz com que o relógio interno  funcione mais lentamente -- é como se o corpo precisasse de horas a mais para completar o ciclo de um dia que, para a grande maioria dos mortais, tem 24 horas. De acordo com a equipe de estudiosos, porém, a adoção de novos ritmos na vida diária e uma boa higiene do sono, podem ajudar os notívagos acertar este “atraso”. 

Você prefere trabalhar à noite?

Estetoscópio: dois séculos ouvindo a saúde

Estetoscópio: dois séculos ouvindo a saúde

Ele foi inventado em 1816  pelo médico francês René Laennec, devido a um improviso. Naquela época, a única forma do médico descobrir mais rapidamente a presença de doenças cardíacas e pulmonares, era encostar  o ouvido no peito e costas do doente. Um dia, porém, diante de uma paciente obesa, em trabalho de parto. Laennec achou difícil realizar essa prática e buscou uma nova forma de auscultação. Primeiro fez um tubo de papel e pressionou-o no tórax da paciente, colocando o ouvido na outra ponta. E deu certo!  A partir daí ele criou vários protótipos de madeira e não demorou para que outros pesquisadores fossem aperfeiçoando o aparelho até chegar ao modelo que se tornou um  símbolo clássico da prática médica. O nome estetoscópio veio do grego stethos, que significa peito, e scopos, examinar, vigiar. Hoje, com a chegada da tecnologia, já são usadas as versões digitais, mas o instrumento continua indispensável...


Medicina regenerativa também pode vir do pomar

Que as frutas podem regenerar tecidos, todos sabem. Cosméticos e complementos nutricionais têm demonstrado isso. Mas agora, cientistas conseguiram criar orelhas com maçãs para a restauração de órgãos. Um experimento removeu as células e o DNA desta fruta preservando apenas a sua estrutura de celulose. Em uma segunda etapa, foi esculpida uma orelha nessa estrutura, que recebeu implantes de células humanas, tornando possível recriar este órgão. A descoberta, que não deixa de ter um tom divertido, abre diferentes possibilidades a medicina regenerativa. E, de acordo com o cientista canadense Andrew Pelling, biofísico e professor da Universidade de Ottawa (Canadá), ainda oferece a vantagem de custo muito baixo comparado aos métodos tradicionais. Quem quiser saber (e ver) mais sobre esta intrigante descoberta, pode assistir a palestra do próprio cientista patrocinada pela TED, organização voltada para a divulgação de novas e boas ideias em todas as áreas:  

https://www.ted.com/talks/andrew_pelling_this_scientist_makes_ears_out_of_apples?language=pt-br" https://www.ted.com/talks/andrew_pelling_this_scientist_makes_ears_out_of_apples?language=pt-br

Medicina regenerativa também pode vir do pomar

Você sofre de nomofobia?

Você sofre de nomofobia?

O nome é complicado, mas o significado é bem fácil de entender: é a fobia de ficar sem usar o telefone celular e outras tecnologias móveis. É verdade que praticamente ninguém hoje consegue dispensar estes aparelhos.  Mas o medo de não poder comunicar-se através deles tem causado problemas psicológicos como a depressão e a ansiedade, por exemplo. Agora, um estudo revelou que a nomofobia pode também provocar a perda de habilidades sociais. Segundo Daniel Kruger, autor da pesquisa, quando mais tempo as pessoas estão se comunicando por telas, menos interagem com os outros. De acordo com o levantamento, 62%  das pessoas que estão numa sala de espera ou em um transporte público preferem usar o celular em vez de estabelecer contatos pessoais, mesmo que sejam rápidos. E 55% delas, acionam seu smartphone 10 segundos após chegar a uma fila, por exemplo. É preocupante uma vez que interações sociais são fundamentais para o desenvolvimento humano e da comunidade. O resultado deste trabalho da Universidade de Michigan (EUA) foi publicado no Journal of Technology in Behavioral Science (JTiBS).


Por que cortar o dedo com papel dói tanto?

Porque as mãos são uma das áreas do corpo mais ricas em nociceptores, os receptores responsáveis por transmitir ao cérebro mensagens de dor, pressão e temperatura. Além disso, o papel que provoca este corte fininho não tem a borda tão lisa quanto parece. Observado ao microscópio, apresenta irregularidades que, ao penetrarem na pele, funcionam como uma serra afiada. Mesmo sendo superficial, esse tipo de corte não cicatriza com facilidade porque usamos muito as mãos - o que faz os nociceptores desencadearem novos sinais de dor.

Por que cortar o dedo com papel dói tanto?