Evolução dos tratamentos do câncer de mama
As primeiras terapêuticas para essa doença vêm da antiguidade e estão relacionadas com a cirurgia. No século 19 foi criada a revolucionária técnica da mastectomia radical, com a retirada da mama e dos músculos peitorais, linfonodos e tecidos adjacentes. O objetivo era evitar que o câncer se espalhasse. Mais tarde, novos estudos levaram ao conceito de abordar o tumor de forma local e regional em combinação com um novo tratamento, a radioterapia, uma revolução em plenos anos de 1950. Já a história da quimioterapia remete às duas guerras mundiais do século 20, a partir da descoberta dos efeitos de algumas armas químicas. Em 1942 médicos norte-americanos tratavam o câncer de mama com produtos químicos, método que evoluiu para a descoberta de novos medicamentos. Nos anos 50, o descobrimento do DNA ajudou no conhecimento mais profundo sobre as células e o desenvolvimento de terapêuticas mais específicas visando maior sobrevida da paciente. Importante também foi a técnica de reconstrução mamária que transformou a cirurgia em menos traumática, permitiu melhorar a autoestima das pacientes e a sua qualidade de vida. // Por Dra. Ana Carolina Mühlberger - CRM: 138852
Câncer de mama, uma história antiga
Essa doença já era conhecida entre os egípcios três mil anos antes de Cristo. Na Grécia, o médico grego Hipócrates, que viveu entre 470 e 370 aC, chamou a doença de “karkinos”, que significa caranguejo, devido à aparência ramificada do tumor. A palavra deu origem aos termos cancro e carcinoma, usados até hoje. Arqueólogos do Egito descobriram um esqueleto feminino de 40 a 45 anos com lesões ósseas semelhantes à metástase do câncer mamário. Vários outros documentos através dos séculos mencionam essa patologia Um estudo recente reunindo medicina e história da arte revelou que este tipo de câncer aparece também em esculturas e pinturas. Uma delas refere-se à obra A Noite, de Michelangelo, na qual uma mulher apresenta desvio do mamilo e depressão na pele em um dos seios, que foram associados a sintomas de câncer de mama.
Por Dra. Ana Carolina Mühlberger - CRM: 138852 - Médica especializada em Mastologia.
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O que faz um campeão correr tão rápido?
Muitos fatores, além de treinamento e dedicação intensa, contribuem para alguém chegar a ser tricampeão olímpico dos 100 metros rasos, como Usain Bolt. Por exemplo, possuir, como ele, 80% da musculatura composta de fibras rápidas. Metade das pessoas possui só 50%, enquanto a outra metade tem apenas fibras lentas. Fundamental também é contrair fortemente os quadríceps (coxas) para acelerar rapidamente o corpo e empurrá-lo para a frente, exercendo força horizontal – é por isso que esses atletas ficam meio curvados durante a aceleração. Só quando atingem os 45 km por hora, que é o máximo que um ser humano consegue atingir, eles levantam um pouco o corpo. Nesta etapa, não se preocupam muito em respirar, pois toda a sua energia é anaeróbica, ou seja, não depende de oxigênio. Nas passadas finais, a freqüência cardíaca já está diminuindo e começa a se estabilizar. E o ácido lático, que gera energia, se desloca dos músculos para o sangue. É quando eles respiram profundamente. Esse processo intenso, que no caso de Bolt não demorou 10 segundos, acaba por liberar endorfinas, causando enorme sensação de alegria e bem-estar. /// Mikael Damkier/Shutterstock.com
Amor ou desejo num piscar de olhos...
Nossos olhos podem revelar, automaticamente, se sentimos amor ou desejo por alguém. A conclusão é de um estudo sobre o movimento ocular realizado pela Universidade de Chicago. Pesquisadores mostraram para um grupo de homens e mulheres uma série de fotos em preto e branco de pessoas desconhecidas de ambos os sexos. Os participantes tinham que demonstrar rapidamente se sentiam desejo ou amor ao olhar cada foto. Quem sentiu potencial de amor, olhou mais o rosto. No caso de interesse sexual, olhou mais o corpo. Ambos os processos ocorreram em menos de meio segundo, num piscar de olhos. Segundo Stephanie Cacioppo, líder da pesquisa, embora ainda pouco se saiba sobre a ciência da paixão e do amor à primeira vista, esses padrões de respostas visuais forneceram pistas iniciais sobre como os processos de atenção automáticos, como um simples olhar, podem diferenciar sentimentos de amor ou de desejo entre estranhos.
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Por que sentimos “água na boca”?
Trata-se de um reflexo condicionado. A presença, o cheiro, ou a simples lembrança de alimentos que gostamos estimula neurologicamente uma centena de glândulas salivares a trabalhar e a produzir mais. Isso se deve ao fato da saliva ter papel importante na percepção gustativa dos alimentos sólidos, pois as papilas linguais só captam o sabor dos alimentos através do meio líquido. E é a saliva que se encarrega desse processo. Não sem motivo, o pico da produção salivar é antes e durante as refeições, quando atinge em média 5 mililitros por minuto. Já o seu nível mais baixo ocorre quando estamos em repouso – cerca de 0,5 ml/minuto. Um adulto saudável produz em média 1 a 2 litros diários desse precioso “lubrificante” bucal!
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Rir é (mesmo!) um bom remédio
Vários estudos científicos confirmam a importância do riso no nosso dia para uma boa saúde. Conheça alguns: rir reduz os níveis de estresse, diminui o medo e a ansiedade, nos torna mais comunicativos e dispostos a cooperar, baixando nosso risco de depressão. Segundo trabalho da Universidade de Maryland, o riso também ajuda a circulação: faz os vasos dilatarem, aumentando o fluxo de sangue e oxigênio em todo o organismo. Outra pesquisa, desta vez da Universidade de Oxford, revelou que o bom humor melhora a memória e pode até aliviar a dor, pois provoca a liberação de endorfina, também chamado de hormônio do bem-estar. Além do mais, rir estimula as ondas cerebrais do tipo alfa, aquelas que são produzidas no sono relaxante e na meditação. E, segundo a Sociedade Espanhola de Neurologia, quem ri bastante vive mais. Portanto, sorria! Você está lendo uma ótima notícia!
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Por que suspiramos?
Muita gente pensa que suspiramos por cansaço ou emoção, como amor, saudade... Mas estudos recentes demonstram que suspirar é apenas um processo desencadeado pelo organismo para ajudar os pulmões a funcionar melhor! O cérebro ordena ao corpo 12 suspiros a cada hora seja por tristeza, cansaço, felicidade ou não. É como se cada neurônio representasse um botão que liga um tipo de respiração uma ação diferente: bocejar, tossir, rir, chorar e suspirar. Quando estamos muito ansiosos, suspiramos mais vezes, provavelmente porque os neurônios das zonas que processam as emoções levam à produção dos peptídeos, complexo de aminoácidos importantes na transmissão de informação. A constatação vem de dois respeitáveis cientistas, Mark Krasnow, da Universidade de Stanford, e Jack Feldman, da Universidade de Los Angeles, ambas na Califórnia.
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Cérebro dobrado?
Quando vemos a imagem do nosso cérebro, uma das características que mais chama a atenção é o número de dobras presentes na sua superfície. Até há pouco tempo, acreditava-se que essas dobras se formavam para abrigar mais neurônios. Mas estudos recentes demonstraram pela primeira vez o efeito da compressão mecânica sobre o formato e aparência da nossa massa cinzenta. A superfície cerebral cresce mais depressa do que o restante do cérebro e se dobra para caber no espaço disponível, exatamente como acontece quando dobramos um pedaço de papel para caber numa pequena caixa. A vantagem desse processo é que, em um espaço limitado, o córtex pode multiplicar sua superfície e encurtar a distância entre os neurônios, permitindo maior número de conexões. Por exemplo, um cérebro humano médio, com 1200 ml abriga 86 bilhões de neurônios e 150 mil quilômetros de fibras nervosas. Se não tivesse dobras, ocuparia uma superfície de 2.400 cm2!
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