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Dr. Giovanni Capozzielli - Diretor Técnico Médico - CRM-SP 124333

Curiosidades sobre Saúde e Bem-Estar

Informações surpreendentes e curiosas para quem gosta de cuidar do corpo e da mente.

Diagnósticos e terapêuticas do câncer de mama

Diagnósticos e terapêuticas do câncer de mama

Atualmente existem inúmeros recursos para descobrir precocemente a presença de um tumor de mama. Além dos exames clínicos e a mamografia, pode-se contar com diferentes testes e exames. A ressonância magnética, por exemplo, ajuda a identificar melhor o tumor e a avaliar uma mudança anormal revelada pelo mamógrafo. Já a ecografia das mamas permite indicar se a tumoração é sólida ou está cheia de líquido. Pode-se contar ainda com a biópsia guiada por ecografia que usa uma agulha para extrair da lesão amostras de tecido e líquido a serem analisados. Outro exame comum é a tomografia computadorizada que verifica se o câncer se estendeu além da mama. A abordagem terapêutica depende do tipo de câncer, do seu estágio e se a pessoa tem ou não sensibilidade a certos hormônios e excesso ou não de produção da proteína HER2, que possibilita o crescimento das células anormais do corpo. Os tratamentos podem incluir radioterapia, hormonioterapia e quimioterapia, com medicamentos para destruir células cancerosas, além de cirurgias. Mais recentemente tem sido adotada a terapia-alvo, que usa substâncias para identificar e atacar determinadas características das células cancerígenas.


Do raio X à mamografia

Nos séculos passados o índice de morte por câncer de mama era muito alto. Buscava-se uma forma de detectar e tratar a doença precocemente, o que passou a ser possível a partir da descoberta do raio X, em 1895. Menos de duas décadas depois, o cirurgião alemão Albert Salomon fez as primeiras radiografias de peças de mastectomia para demonstrar a extensão do tumor, descrevendo a presença de microcalcificações na mama. Em 1949, Raul Leborgne desenvolveu a técnica de compressão da mama, fundamental para melhorar a qualidade da imagem, o que permitiu estabelecer as diferenças entre calcificações benignas e malignas. Mas apenas em 1965 foi criado o primeiro raio X específico para mamas, o mamógrafo. O aparelho, cada vez mais aperfeiçoado, se tornou fundamental para o diagnóstico precoce do câncer. Hoje, com o aporte da tecnologia digital é possível visualizar com maior nitidez toda a estrutura da mama, da base ao ápice, e detectar achados característicos de lesões benignas ou malignas. De acordo com o caso, podem ser solicitados exames intervencionistas como punção e biópsia.

Do raio X  à mamografia

Evolução dos tratamentos do câncer de mama

Evolução dos tratamentos do câncer de mama

As primeiras terapêuticas para essa doença vêm da antiguidade e estão relacionadas com a cirurgia. No século 19 foi criada a revolucionária técnica da mastectomia radical, com a retirada da mama e dos músculos peitorais, linfonodos e tecidos adjacentes. O objetivo era evitar que o câncer se espalhasse. Mais tarde, novos estudos levaram ao conceito de abordar o tumor de forma local e regional em combinação com um novo tratamento, a radioterapia, uma revolução em plenos anos de 1950. Já a história da quimioterapia remete às duas guerras mundiais do século 20, a partir da descoberta dos efeitos de algumas armas químicas. Em 1942 médicos norte-americanos tratavam o câncer de mama com produtos químicos, método que evoluiu para a descoberta de novos medicamentos. Nos anos 50, o descobrimento do DNA ajudou no conhecimento mais profundo sobre as células e o desenvolvimento de terapêuticas mais específicas visando maior sobrevida da paciente. Importante também foi a técnica de reconstrução mamária que transformou a cirurgia em menos traumática, permitiu melhorar  a autoestima das pacientes e a sua qualidade de vida. // Por Dra. Ana Carolina Mühlberger - CRM: 138852


Câncer de mama, uma história antiga

Essa doença já era conhecida entre os egípcios três mil anos antes de Cristo. Na Grécia, o médico grego Hipócrates, que viveu entre 470 e 370 aC, chamou a doença de “karkinos”, que significa caranguejo, devido à aparência ramificada do tumor.  A palavra deu origem  aos termos cancro e carcinoma, usados até hoje. Arqueólogos do Egito descobriram um esqueleto feminino de 40 a 45 anos com lesões ósseas semelhantes à metástase do câncer mamário. Vários outros documentos através dos séculos mencionam essa patologia Um estudo recente reunindo medicina e história da arte revelou que este tipo de câncer aparece também em esculturas e pinturas. Uma delas refere-se à obra A Noite, de Michelangelo, na qual uma mulher apresenta desvio do mamilo e depressão na pele em um dos seios, que foram associados a sintomas de câncer de mama.
Por Dra. Ana Carolina Mühlberger - CRM: 138852 - Médica especializada em Mastologia.

 

Otnaydur/Shutterstock.com

 

 

 

Câncer de mama, uma história antiga

 O que faz um campeão correr tão rápido?

O que faz um campeão correr tão rápido?

Muitos fatores, além de treinamento e dedicação intensa, contribuem para alguém chegar a ser tricampeão olímpico dos 100 metros rasos, como Usain Bolt. Por exemplo, possuir, como ele, 80% da musculatura composta de fibras rápidas. Metade das pessoas possui só 50%, enquanto a outra metade tem apenas fibras lentas. Fundamental também é contrair fortemente os quadríceps (coxas) para acelerar rapidamente o corpo e empurrá-lo para a frente, exercendo força horizontal  – é por isso que esses atletas ficam meio curvados durante a aceleração. Só quando atingem os 45 km por hora, que é o máximo que um ser humano consegue atingir, eles levantam um pouco o corpo. Nesta etapa, não se preocupam muito em respirar, pois toda a sua energia é anaeróbica, ou seja, não depende de oxigênio. Nas passadas finais, a freqüência cardíaca já está diminuindo e começa a se estabilizar. E o ácido lático, que gera energia, se desloca dos músculos para o sangue. É quando eles respiram profundamente. Esse processo intenso, que no caso de Bolt não demorou 10 segundos, acaba por liberar endorfinas, causando enorme sensação de alegria e bem-estar. /// Mikael Damkier/Shutterstock.com


Amor ou desejo num piscar de olhos...

Nossos olhos podem revelar, automaticamente, se sentimos amor ou desejo por alguém. A conclusão é de um estudo sobre o movimento ocular realizado pela Universidade de Chicago. Pesquisadores mostraram para um grupo de homens e mulheres uma série de fotos em preto e branco de pessoas desconhecidas de ambos os sexos. Os participantes tinham que demonstrar rapidamente se sentiam desejo ou amor ao olhar cada foto. Quem sentiu potencial de amor, olhou mais o rosto. No caso de interesse sexual, olhou mais o corpo. Ambos os processos ocorreram em menos de meio segundo, num piscar de olhos. Segundo Stephanie Cacioppo, líder da pesquisa, embora ainda pouco se saiba sobre a ciência da paixão e do amor à primeira  vista, esses padrões de respostas visuais forneceram pistas iniciais sobre como os processos de atenção automáticos, como um simples olhar, podem diferenciar  sentimentos de amor ou de desejo  entre estranhos.
 

Monkey Business Images/Shutterstock.com

Amor ou desejo num piscar de olhos...

Por que sentimos  “água na boca”?

Por que sentimos “água na boca”?

Trata-se de um reflexo condicionado. A presença, o cheiro, ou a simples lembrança de alimentos que gostamos estimula neurologicamente uma centena de glândulas salivares a trabalhar e a produzir mais. Isso se deve ao fato da saliva ter papel importante na percepção gustativa dos alimentos sólidos, pois as papilas linguais só captam o sabor dos alimentos através do meio líquido. E é a saliva que se encarrega desse processo. Não sem motivo, o pico da produção salivar é antes e durante as refeições, quando atinge em média 5 mililitros por minuto. Já o seu nível mais baixo ocorre quando estamos em repouso – cerca de 0,5 ml/minuto. Um adulto saudável produz em média 1 a 2 litros diários desse precioso “lubrificante” bucal!  


Imagem: Zurijeta/Shutterstock.com


Rir é (mesmo!) um bom remédio

Vários estudos científicos confirmam a importância do riso no nosso dia para uma boa saúde. Conheça alguns: rir reduz os níveis de estresse, diminui o medo e a ansiedade, nos torna mais comunicativos e dispostos a cooperar, baixando nosso risco de depressão. Segundo trabalho da Universidade de Maryland, o riso também ajuda a circulação: faz os vasos dilatarem, aumentando o fluxo de sangue e oxigênio em todo o organismo. Outra pesquisa, desta vez da Universidade de Oxford, revelou que o bom humor melhora a memória e pode até aliviar a dor, pois provoca a liberação de endorfina, também chamado de hormônio do bem-estar. Além do mais, rir estimula as ondas cerebrais do tipo alfa,  aquelas que são produzidas no sono relaxante e na meditação. E, segundo a Sociedade Espanhola de Neurologia, quem ri bastante vive mais.  Portanto, sorria! Você está lendo uma ótima notícia!

Imagem: Djomas/Shutterstock.com

Rir é (mesmo!) um bom remédio