Antigo segredo dos bons dentes
Uma descoberta na cidade italiana de Pompéia, arrasada pelo vulcão Vesúvio no longínquo ano de 79, revelou que seus moradores possuíam dentição surpreendentemente saudável, embora não dispusessem dos produtos e equipamentos da moderna odontologia. O segredo estava na alimentação à base de legumes, frutas e outros vegetais e um pouco de carne – cardápio semelhante ao da conhecida dieta mediterrânea. A cárie dentária era quase desconhecida devido a baixíssimas quantidades de açúcar ingerido pela população, segundo a odontopediatra Elisa Vanacore, de uma importante universidade de Salerno. Vale lembrar que o alto consumo de açúcar prejudica não apenas os dentes, mas está associado ainda à obesidade, problemas cardiovasculares e diabetes – enfermidades que também estão sendo investigadas pelos pesquisadores nas múmias de Pompéia.
Imagem: Julia Freeman Woolpert
O que está por trás do mau odor dos pés
Uma bactéria chamada Micrococcus (Kytococcus) sedentarius é a principal causadora da bromidrose plantar e do seu odor insuportável, chamado popularmente de chulé. O próprio nome lembra o método de ação dessa “criatura” que é esperar até haver excesso de suor para se deliciar! Nossos pés possuem 250 mil glândulas sudoríparas e são os maiores produtores de suor do corpo, agravado também pelo uso dos mesmos sapatos e meias. As gotinhas de suor são inofensivas, sem cheiro, até o momento em que entram em ação os fungos e bactérias, que ali habitam normalmente e adoram lugares úmidos. Para sobreviverem e se multiplicar, estes seres se alimentam de células mortas e produzem ácidos orgânicos cujo odor é familiar para todos nós. Porém, 10 a 15% das pessoas que sofrem de excesso de suor, podem contar também com a presença da Micrococcus sedentarius que, além dos ácidos orgânicos, produzem compostos sulfurados voláteis, ou seja, liberam odor de enxofre, causando aquele terrível cheiro de ovos podres – casos em que é necessário tratamento médico.
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O poder da voz materna
A reação do bebê à voz da mãe não envolve apenas o sistema auditivo. Mas se estende também a regiões cerebrais que ativam competências emocionais e sociais. E o poder dessas conexões cerebrais é tão grande que continua atuando anos depois, segundo estudo científico com 24 crianças de 7 a 12 anos, realizado pela Universidade de Stanford (EUA). Antes do teste, os pesquisadores gravaram a voz de diferentes mulheres e das mães das crianças, todas dizendo palavras sem sentido. Um exame de ressonância magnética do cérebro registrou a reação infantil a todas as vozes. E em menos de um segundo, pequenos reconheceram a voz materna com 97% de precisão.
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Saúde (também) entra na dança!
Você tem idéia do quanto dançar faz bem a sua saúde? Pois veja o que recentes estudos revelaram. Para começar, tonifica e flexibiliza os músculos, melhora a coordenação motora e queima calorias. Além disso, cada vez que aprendemos um novo passo, nosso cérebro estabelece novas conexões neurais, ou seja, se exercita e se mantém mais ativo. De acordo com artigo publicado do New England Journal of Medicine (UK), dançar ajuda a neutralizar doenças neurodegenerativas, como a demência e Alzheimer, porque exige do cérebro esforço de memória, coordenação e aprendizagem. E para completar, criar ou repetir passos de dança estimula a endorfina, o neuro-hormônio que diminui o estresse e aumenta o bem-estar!
IMAGEM: Bartlomiej Stroinsk
Por que nosso cabelo fica branco?
Não há uma resposta científica definitiva sobre a causa, mas estudos atribuem essa “metamorfose capilar” principalmente ao envelhecimento. Na verdade, todo cabelo na origem é branco e passa a ganhar cor antes mesmo do nosso nascimento devido à proteína da melanina, que distribui pigmentos de diferentes cores produzidos pelas células dos melanócitos. Mas esta função regride com o avanço do tempo. Estudiosos acreditam que nossos folículos pilosos possuem um “relógio melanogênico” que regula a pigmentação do cabelo com a idade, e começa diminuir o ritmo à medida que ficamos mais velhos, tornando os cabelos primeiro grisalhos e depois brancos.
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Brasileiro está perdendo o sono
O Brasil está entre os três países do mundo onde as pessoas dormem menos, quase empatado com Japão e Singapura. Enquanto ali o número médio de duração do sono dos habitantes é de 7 horas e 24 minutos, brasileiros ficam com 7 horas e 36. Já os felizardos que dormem mais são os holandeses, ultrapassando 12 minutos das saudáveis oito horas! A conclusão é de uma pesquisa da Universidade de Michigan (EUA), que usou dados de usuários do app Entrain, criado para ajudar a se adaptar ao fuso horário. Seis mil pessoas em mais de cem países concordaram em compartilhar as informações do aplicativo para o estudo, que foi publicado na revista estadunidense ScienceAdvances.
Imagem: Nur Cengiz
Afinal, por que temos duas orelhas?
Porque a qualidade do som é melhor quando se ouve dos dois lados, como acontece com o som estéreo, que copiou o modelo da natureza colocando-as em dois lados da cabeça. Ter uma orelha de cada lado também ajuda o cérebro a determinar de onde o som está vindo e a ouvir quatro vezes mais do que se tivéssemos apenas uma. Uma única orelha seria suficiente para ouvir, mas o som recebido apenas por um lado perderia muito em clareza e nuance. Duas, ajudam a ouvir e identificar sons em meio a ruídos externos. Já sob o ponto de vista filosófico, o pensador grego Epicteto, que viveu entre os anos 55 e 135 dC já dizia que o ser humano possui duas orelhas e uma só boca para ouvir mais e falar menos.
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Somos humanos porque cozinhamos...
Esta curiosa hipótese, levantada pelo primatólogo inglês Richard Wrangham, causou grande impacto nos meios científicos no fim da década passada e continua aquecendo discussões. Segundo a teoria, o aumento do tamanho do cérebro humano -- fator que nos distanciou de outros animais -- pode estar diretamente relacionado com o arte de cozinhar. A explicação é que os alimentos cozidos nos permitiram acumular mais energia no corpo, ajudando a nossa escalada evolutiva. Uma das comparações é que ao longo de mais de 500 mil anos, o homo erectus duplicou o tamanho do seu cérebro, o que não ocorreu com nossos irmãos chimpanzés e gorilas que continuaram ingerindo alimentos crus. Richard Wrangham, é professor da Universidade de Harvard.
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