O bilionário genoma humano
O conjunto dos genes que guardam toda a informação para o desenvolvimento e o funcionamento da vida humana é bilionário: tem cerca de 3,3 bilhões de pares de “letras” que representam os quatro compostos orgânicos básicos para sua formação. Já o material genético humano tem entre 2,8 milhões e 3,5 milhões de pares desse tipo. Uma das curiosidades sobre essa incrível condição é que aproximadamente 99% dos genes são idênticos em todas as pessoas, ou seja, apenas 1% marca as diferenças que temos dos outros – exceto no caso de gêmeos. Não sem motivo, o sequenciamento do genoma é apelidado como livro da vida. Mas, se pudesse realmente constar de um livro, o leitor precisaria de 11 anos para completar a sua leitura! O projeto Genoma Humano foi apresentado ao mundo em junho de 2000, após dez anos de trabalho, e reuniu três mil cientistas de 20 institutos de seis países do mundo, dando início a uma verdadeira revolução na história da biologia.
Como “fabricamos” nossas memórias?
Tudo acontece na área do cérebro chamada hipocampo. Cada pormenor ou pedaço de informação enviada pelos cinco sentidos funciona como uma espécie de estímulo para os neurônios que, em 20 ou 30 segundos, analisam aquilo que deve ser esquecido e o que deve permanecer, seja por curto ou longo prazo. Segundo estudo recente, porém, a lembrança só se consolida quando acionada a área das emoções, que associa informações com sensações e conceitos. E mais: existem neurônios em uma região específica do cérebro para formar a memória e que disparam de maneira diferente daquela feita para um simples registro. Essas descobertas ajudarão não apenas a usar melhor a memória como a compreender o que causa a sua perda em doenças neurológicas, entre as quais a de Alzheimer.
Nanorrobô na veia
Ele é guiado por luz, é capaz de “navegar” na corrente sanguínea de maneira controlada, e pode significar uma futura nova forma de tratar o câncer. Seu objetivo é enviar a medicação diretamente às células doentes, repará-las, bloquear o seu crescimento e até eliminá-las sem prejudicar os tecidos ao redor, evitando os efeitos negativos da quimioterapia. Semelhante a uma pequena árvore, esse microdispositivo, desenvolvido na Universidade de Honk Kong é feito com silício e óxido de titânio, dois materiais de baixo custo e biocompatíveis com o ser humano. Criada pela equipe de Tang Jinyao, a novidade foi apresentada na edição de outubro de 2016 do jornal Nature Nanotechnology.
Por que falamos durante o sono?
Falar enquanto dormimos é comum. De crianças a adultos, praticamente todos passamos por isso de vez em quando. Não existe pesquisa científica que explique definitivamente o porquê. O que se sabe é que há vários fatores envolvidos nessa ocorrência. Segundo a National Sleep Association (EUA), falamos, por exemplo, quando estamos angustiados com algum acontecimento ou até mesmo porque não tivemos coragem de dizer o que queríamos. Também pode vir de um estresse prolongado, tensão, cansaço (físico ou mental), privação de sono, efeito de álcool e febre. Mas quando a emissão de sons e palavras é frequente durante o sono e a pessoa chega até a conversar, pode ser que sofra de um distúrbio chamado sonilóquio e deve procurar um médico especialista para tratamento.
Língua humana, essa máquina incansável!
Assim como o coração, a língua é um músculo que não para de trabalhar. E graças à sua força e flexibilidade, é capaz de atuar em vários processos ao mesmo tempo Por exemplo, ajuda a eliminar bactérias ruins da respiração e ativar as glândulas salivares participando do processo digestivo. É ela também que envia sinais dos compostos químicos dos alimentos para o cérebro identificar cada sabor. Na fala, contribui com a produção do som. Outras atividades não menos vitais são o ato de cuspir e até mesmo beijar. É muito importante manter a língua limpa. Mais de 700 bactérias diferentes vivem na boca e um grande número delas vai para a saliva, contaminando os detritos alimentares que causam a saburra e o mau hálito.
Caminhar para pensar melhor
Todos sabem que fazer caminhadas é bom para a saúde em geral. Mas estudiosos acabam de demonstrar que esta prática dá uma força também para a inteligência e a criatividade. Mesmo em ritmo normal, andar a pé faz o coração bater mais rápido e circular mais sangue e oxigênio por todo o corpo, inclusive para o cérebro. Isso significa potencializar as conexões cerebrais e o crescimento de novos neurônios, além de melhor comunicação entre eles. Resumindo: caminhar retarda o envelhecimento cerebral, organiza melhor os pensamentos e idéias e, de quebra, diminui a ansiedade. Portanto, saia da cadeira e vá em frente!
Memória feminina x masculina
A fama de que as mulheres têm mais memória do que os homens tem razão de ser, mas pode ser válida só até certa fase da vida. Quando comparadas em todas as medidas entre homens e mulheres de diferentes faixas etárias, a memória delas superam a deles até a meia-idade. Mas após a menopausa, começam a perder terreno. O declínio nos níveis de estrogênio atinge tanto a aprendizagem como a recuperação de informações, embora o armazenamento e a consolidação de dados se mantenham. A constatação é de um estudo da Sociedade Norte-Americana de Menopausa (NAMS, em inglês), presidido pela médica JoAnn Pinkerton.
Da Fórmula 1 para a Neurologia
A tecnologia da telemetria, usada nos carros e pilotos da McLaren-Honda, agora será adotada também nos campos da saúde e pesquisa clínica. Os sensores que captam 12 bilhões de dados em tempo real serão ligados a pessoas com problemas neurológicos para analisar e ajudar a estabelecer tratamentos de lesões no cérebro, neurotraumas e hidrocefalia, entre outros. Ao captar dados precisos sobre os movimentos dos pacientes em tempo real, a telemetria permitirá estabelecer terapêuticas individualizadas e até novas abordagens. O acordo foi firmado entre a famosa fabricante de carros de Fórmula 1 e o Instituto Nacional de Neurociência de Singapura, chefiado pelo neurocirurgião Jai Rao.
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