Amigos fazem bem à saúde
Acaba de ser comprovado por um novo estudo da Univesidade da Carolina do Norte: manter vínculos sociais podem contribuir para a saúde tanto quanto praticar atividades físicas e manter uma boa alimentação. E não apenas para os idosos, mas em outras fases da vida. A pesquisa acompanhou a rotina dos participantes desde a adolescência até a velhice e considerou aspectos das relações de amizade com marcadores biológicos ligados à saúde. E ficou evidenciado que na adolescência o isolamento social aumentou o risco de inflamação tanto quanto o sedentarismo; na velhice, a falta de amigos mostrou-se prejudicial ao controle e desenvolvimento da hipertensão. Na meia idade foi demonstrado ainda que a qualidade da amizade é mais importante do que o número de amigos. Mas em todas as fases ficou evidente a eficácia dos vínculos sociais, segundo artigo darevista Proceedings of the National Academy of Sciences.
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Dormir, comer, viver...
Os seres humanos podem viver mais tempo sem comer do que sem dormir. Ficar sem dormir pode ser devastador para a saúde física e mental. Para se ter idéia, uma pessoa em geral pode sobreviver semanas sem se alimentar, mas com alguns dias acordados, já apresenta mudanças de personalidade e distúrbios psicológicos. O estudo científico mais conhecido sobre as consequências da privação de sono foi realizado em 1965, na Universidade de Stanford, em que um dos voluntários, o jovem Randy Garner, ficou 11 dias sem dormir. No terceiro dia, ele começou a perder a capacidade de raciocínio, a ter alucinações e sintomas de paranoia, como medo extremo e infundado. Vale destacar que, após a experiência, Garner dormiu 14 horas e não teve nenhuma sequela.
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Olhar atento, ouvidos distraídos
A gente não percebe, mas a verdade é que quando mantemos o olhar bem fixo em alguma coisa, deixamos de perceber estímulos sonoros durante alguns instantes. Um estudo do University College de Londres monitorou em tempo real o cérebro de um grupo de volutários e observou que quando era necessário ampliar a capacidade visual, a resposta ao som se reduzia. Isso ajuda a entender - e justificar - por que não obtemos resposta quando falamos com alguém muito concentrado num jogo de videogame ou lendo um livro...
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Sexo: uma vez por semana basta, viu?
Pelo menos é o que revelou um estudo realizado pela universidade Toronto-Mississauga, do Canadá, após analisar questionários respondidos ao longo de quarenta anos por 30 mil norte-americanos que viviam um relacionamento estável. Os resultados indicaram que fazer sexo uma vez por semana é suficiente para manter um casal feliz. Também concluíram que aumentar o número de vezes não é sinônimo de maior satisfação. Por outro lado, quando a frequência é menor, a sensação de felicidade diminui. As conclusões foram as mesmas, independentemente da duração do relacionamento e do gênero e idade dos pesquisados.
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O segredo dos olhos azuis
Existe uma razão científica para que os olhos azuis sejam menos comuns do que os de tons verde e castanho que vemos todos os dias. É que eles são mais jovens! Enquanto a maioria dos mortais carrega na íris a herança mista das mais antigas e variadas raças, os portadores de olhos azuis têm um único ancestral, que viveu no noroeste do Mar Negro, a “apenas” cerca de 8 a10 mil anos atrás. Isso significa que olhos azuis são, no mínimo, 17 vezes mais novos que os do ancestral comum do homem moderno, de 170 mil anos. A descoberta foi feita por um grupo de estudiosos dinamarqueses, ao identificar que a mutação do gene OCA2, apaga a proteína P, encarregada de ofertar a melanina marrom aos olhos.
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Onde mora a felicidade
Sim, este lugar existe! E fica no cérebro, segundo os neurocientistas da universidade japonesa de Kyoto.Eles usaram ressonância magnética para estudar aspectos cerebrais de 51 voluntários que também preencheram um formulário com questões ligadas à sua sensação de felicidade e propósito de vida. O resultado foi a descoberta de uma relação entre felicidade e o volume de matéria cinzenta em uma área do cérebro chamada precuneus. Ou seja, pessoas mais felizes e satisfeitas com a vida, possuíam precuneus maiores. O precuneus fica no lobo parietal superior, área onde ocorrem outras funções importantes como memorizar, imaginar, refletir e a autopercepção. O melhor é que, segundo o coordenador da pesquisa, Wataru Sato, essa descoberta irá ajudar a projetar futuras terapias para a felicidade.
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Por que o rosto nos identifica tanto?
A questão levou um grupo cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, a estudar por qual razão o rosto é a parte do corpo que mais identifica um ser humano, enquanto outros animais usam cheiros e sons, por exemplo. Depois de comparar uma base de medições corporais do exército dos Estados Unidos, os estudiosos descobriram que o triângulo formado pelos olhos, nariz e boca concentra mais variedades, o que faz do rosto o principal fator de diferenciação. A tese se confirmou com uma pesquisa no Projeto 1000 Genomas, demonstrando que os genes relacionados com o aspecto físico são os que apresentam mais variações de um ser humano para outro. Como isso não ocorre em nenhum outro animal, a conclusão é que ter um rosto diferente de todos os outros é uma vantagem conquistada pela evolução da espécie.
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Dentes especializados
Não é sem motivo que eles diferem uns dos outros. Cada formato de dente realiza um trabalho específico. Os incisivos, que normalmente são os primeiros a nascer, se dedicam a prender o alimento, cortá-lo, e dar início à mastigação. Os caninos, mais pontiagudos e os mais fortes da boca, são especialistas em dilacerar o alimento. Já os pré-molares realizam a primeira fase da mastigação – trituram a comida, tranformando-a em pequenas porções e enviando-a para os molares, que finalizam o trabalho remoendo o alimento restante e tranformando-o numa massa. A especialização de cada dente só esbarra no mistério do siso. Quando ele nasce, geralmente causa problema de espaço na boca, e já vem tarde (após os 17 anos) – por isso é chamado “dente do juízo”. Na verdade, hoje em dia o siso não tem função, mas ajudou nossos antepassados nos tempos difíceis das cavernas – eram os dentes especializados na mastigação de alimentos duros, como raízes, carne crua, etc...
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