Bye-bye bom humor
Você sabia que o sono interrompido várias vezes é mais prejudicial para o seu humor do que dormir poucas horas? Para chegar a esta conclusão, uma equipe da Escola de Medicina John Hopkins (EUA) reuniu 62 homens e mulheres saudáveis em uma clínica de estudos sobre o sono. Eles se submeteram a três situações experimentais por três noites seguidas: uns dormindo menos horas, outros tendo o sono interrompido e outros sendo forçados a acordar. Os que foram forçados a acordar e os que tiveram o sono várias vezes interrompido, apresentaram piora de 31% em seu estado de ânimo. Já os que dormiram menos horas seguidas, apresentaram declínio de apenas 12%. Segundo o autor do estudo, Patrick Finan, que é P.hD. no assunto, isso ocorre porque quando o sono é interrompido várias vezes, o cérebro não atravessa todos os estágios necessários para descansar.
Imagem: Catalin Pop
Igualdade também nos pelos
Sim, homens e mulheres possuem a mesma quantidade de folículos pilosos por todo corpo – cerca de cinco milhões! E cada um dá origem, no mínimo, a um pelo ou cabelo. Haja fios! Mas o que faz diferença nas versões masculina e feminina é como eles se comportam quando os hormônios sexuais “disparam” a partir da puberdade. Nos homens, os fios se tornam mais espessos e exibidos, principalmente no rosto, mas não deixam de marcar sua forte presença nos braços, pernas, peito, virilhas e até nas costas. Na mulher, mesmo quando se tornam mais visíveis nas pernas, braços, no buço e em torno dos genitais, os pelos são mais finos e claros. Hoje, com o hábito da depilação, essas diferenças vão se tornando cada vez menos perceptíveis, exceto nos cabelos. Na cabeça, a maioria continua preferindo a abundância de fios e se preocupa mesmo é quando eles começam a rarear.
Imagem: SHUTTERSTOCK
EXAME DE MAMOGRAFIA
A Sociedade Brasileira de Mastologia e inúmeras entidades americanas recomendam o rastreamento de câncer de mama com MMG até os 69 anos. Porém, enquanto a saúde da paciente permitir que ela se beneficie do tratamento do câncer de mama, o rastreamento deve continuar pelo menos de 2 em 2 anos.
Por Dra. Ana Carolina Mühlberger - CRM: 138852
MédicaespecializadaemMastologia.
CONTRA O CÂNCER DE MAMA
Você sabia que o consumo diário de frutas e verduras frescas e óleos vegetais está sendo avaliado como hábito que pode proteger contra o câncer de mama? Confira alguns alimentos interessantes:
- Óleo de Linhaça (fonte de ácidos graxos ômega 3 e 6)
- Maçã vermelha (fonte de flavonóides e vitaminas)
- Castanha do Pará (fonte de selênio)
Por Dra. Ana Carolina Mühlberger - CRM: 138852
MédicaespecializadaemMastologia.
DESODORANTES E CÂNCER DE MAMA
Mito! Alguns estudos observaram maior número de tumores no quadrante supero lateral da mama (perto das axilas), o que pode ser esperado em função de maior quantidade de glândulas nessa região, e não pelo uso de cosméticos, como desodorantes e antitranspirantes.
Por Dra. Ana Carolina Mühlberger - CRM: 138852
Médica especializada em Mastologia
AME-SE, OLHE-SE, CUIDE-SE
Em que casos devemos nos submeter ao exame de mamografia com menos de 40 anos?
- Quando se tem comprovada a mutação genética
- Se há parentes de primeiro grau com mutação genética comprovada
- Mulheres com risco maior ou igual a 20% de câncer baseado na história familiar
- Se a mãe ou irmã tiveram câncer de mama na pré-menopausa
Se há casos de câncer de mama na sua família, procure seu mastologista a fim de calcular o risco e iniciar o rastreamento precoce adequado.
"Quero colocar silicone. Quais exames são necessários?"
- Mulheres acima de 40 anos devem ter realizados os exames de mamografia e USG recentemente (menos de 6 meses).
- Mulheres abaixo de 40 anos podem realizar USG ou até MMG, se tiverem MAIS de 30 anos. A melhor FORMA DE prevenção é consultar seu mastologista para avaliação completa antes de qualquer cirurgia das mamas.
Por Dra. Ana Carolina Mühlberger - CRM: 138852
MédicaespecializadaemMastologia.
Vespa brasileira na luta contra o câncer
Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista-Unesp, de São José do Rio Preto, no interior do estado de São Paulo, em trabalho com a Universidade de Leeds, da Inglaterra, descobriram que o veneno da vespa Polybia paulista, é capaz de matar células cancerígenas sem danificar células saudáveis. Essa espécie de vespa, existente apenas no Brasil, possui MP1, um peptídeo já conhecido por suas propriedades anticancerígenas e bactericidas. O novo estudo, porém, testou em laboratório o seu uso em células cancerígenas da bexiga, da próstata e do sangue e descobriu como a toxina interage seletivamente com os lipídios, que nas células doentes são distribuídos de maneira desigual, abrindo “buracos” eliminando-as. Segundo os pesquisadores, a descoberta possibilitará a criação de uma nova classe de drogas contra o câncer. O próximo passo do estudo inclui testes para outros tipos de câncer e, posteriomente, a sua aplicação em animais. A pesquisa completa é assinada por Natália Bueno Leite, Anders Aufderhorst-Roberts, Mario Sergio Palma, Simon D. Connell, João Ruggiero Neto, Paul A. Bealese e está na primeira edição de setembro do Biophysical Journal.
Imagem: Chris Hodgson
Asma e bactéria intestinal
Recém-nascidos que têm a sua flora intestinal exposta a certas bactérias nos três primeiros meses de vida podem ficar protegidos contra a asma. A conclusão é de um estudo de cientistas canadenses, publicado na revista médica Science Translational Medicine. A pesquisa, que analisou amostras de fezes de 319 bebês aos três meses e repetiu o processo após um ano, revelou o risco da doença se desenvolver nas crianças que apresentaram níveis baixos de quatro tipos específicos de bactérias intestinais, denominadas na pesquisa como FLVR. Os bebês, em geral, deveriam adquirir naturalmente essas bactérias protetoras, mas fatores como o aumento do uso de certos antibióticos por mulheres na gravidez, o parto por cesariana e o tipo de dieta alimentar podem impedir o seu desenvolvimento. Segundo Brett Finlay, coautora do estudo e professora de microbiologia e imunologia da Universidade British Columbia, a boa notícia é que a descoberta oferece perspectivas para tratamentos preventivos contra essa enfermidade respiratória crônica. De acordo com Organização Mundial da Saúde, a asma é a doença mais frequente em crianças em todo o mundo.
Imagem: Jurga R.
