Natureza e bem-estar
Fazer um passeio no campo, correr na areia da praia não são apenas agradáveis aos olhos, mas podem também aumentar o nosso bem-estar. É o que indica estudo da Universidade de Medicina e Saúde da Nova Gales do Sul e da Universidade de Wollongong. Segundo a pesquisa, estar junto à natureza traz grandes vantagens para a saúde física e mental, podendo ajudar a reduzir os níveis de depressão e ansiedade, por exemplo. Essas receitas naturais foram avaliadas, inclusive pelo Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra, como parte de um trabalho de longo prazo com objetivo de aumentar “a prescrição social verde”.
A lua influencia a vida humana?
Essa afirmativa circula no mundo há muito tempo. Alguns estudos chegaram a sugerir que a lua pode até ter influência na data do parto, por exemplo. Mas outros estudos (e são muitos) não encontraram até hoje nenhuma evidência científica para essa afirmativa.
É importante lembrar que, mesmo quando se acredita em sua influência sobre os humanos, a lua em si não tem nenhuma responsabilidade. Essa informação ajuda a explicar por que ainda se acredita que ela tenha influência na saúde, como, por exemplo, no humor e no ciclo menstrual.
Vida social e solidão
Viver em um mundo mediado pelas novas tecnologias, que alteram os relacionamentos, faz com que as pessoas adotem um estilo de vida marcado pela frieza e pelo individualismo.
A conclusão é de Claudienne Haroche, socióloga e antropóloga francesa, diretora emérita do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS). A estudiosa alerta que o sentimento de pertencimento de nossos laços afetivos se transformaram em vínculos sociais caracterizados por um anonimato frio e pelo isolamento que se intensifica cada vez mais nas sociedades individualistas.
Peso e Longevidade
Estudo acadêmico da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD-EUA) , realizado a partir de dados de milhares de mulheres, indicaram que aquelas que mantiveram o peso estável após os 60 anos de idade têm maior probabilidade de ganhar anos a mais de vida, atingindo de 90 a 100 anos -- o que os cientistas chamaram de “longevidade excepcional”. O trabalho completo foi publicado pode ser acessado no https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2405844023063065
Proteina e doenças autoimunes
Pessoas que dormem tarde, além de correr risco de Diabetes Tipo 2, tendem também a fumar mais, deixar os exercícios de lado e ter insônia crônica, segundo estudo publicado no Annals of Internal Medicine. O trabalho analisou as preferências dos participantes em relação ao horário de dormir e acordar, sendo classificados como tipo “madrugador – aquele que prefere acordar cedo e é mais ativo durante o dia – ou “notívago” – aquele que prefere acordar tarde, sendo mais ativo à noite. Informações completas no https://www.acpjournals.org/doi/10.7326/M23-0728
Glaucoma em idosos
Um estudo realizado por oftalmologistas na Universidade de Gotemburgo (Alemanha), indicou que 560 participantes não sabiam que tinham glaucoma até serem examinados. Como é sabido, o glaucoma é uma doença que danifica o nervo ótico e, consequentemente, o campo de visão -- nos casos mais graves, pode levar à cegueira. O preocupante é que existem tratamentos para diminuir a pressão ocular e impedir que isso ocorra. É importante, portanto, estar sempre atento aos sintomas e procurar
atendimento especializado.
Leitura e Saúde Mental
Nenhum bebê nasce com áreas cerebrais capacitadas para a leitura -- uma habilidade que é desenvolvida quando aprendemos a ler. Segundo o professor Laurent Cohen, do Instituto do Cérebro e Medula Espinhal, de Paris (França), esta habilidade reconfigura certas regiões do cérebro, permitindo o acesso aos sons e significado das palavras, mudando a forma como percebemos a linguagem não apenas escrita, mas também a falada. Cohen é autor do livro “Le Parfum du Rouge et la Coleur du Z” (Editora Odile Jacob).
Cérebro e efeito sanfona
Pesquisa de laboratório do Instituto de Pesquisa Max Planck buscou a resposta para o fato das pessoas voltarem a engordar depois que perderam o peso com certos tipos de dieta. E o cérebro foi apontado como principal responsável. Isso ocorre porque a sensação de fome se torna mais impositiva do que nunca, levando as pessoas a comerem mais rápido e, consequentemente, quantidades maiores. Isso significa que as chances de sucesso de uma dieta estão muito ligadas à vida mental.
