Três segredos para a saúde mental
Segundo estudo da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, os principais fatores que ajudam a preservar o bom funcionamento da mente humana estão ligados à atividade física regular, relacionamentos humanos significativos e à... paixão!!!
Sim, de acordo com a pesquisa, estes fatores podem oferecer proteção contra o declínio da função cognitiva que ocorre durante processo de envelhecimento. Ainda, segundo os próprios autores, são necessários mais estudos para reforçar esta tese.
Bom sono, boa memória
Acordar e dormir novamente durante a noite pode causar futuros problemas cognitivos e de memória. É o que revela estudo publicado no “American Academy of Neurology”.
Os pesquisadores acompanharam por dez anos os padrões de sono de 526 pessoas com idade entre 30 e 40 anos. As que apresentaram sono mais perturbado após uma década tiveram desempenho cognitivo mais fraco, indicando que a qualidade do sono é mais importante do que a quantidade de horas dormidas.
Calvície e genética
Estudo recente identificou seiscentas variantes genéticas que representam risco de perda capilar, indicando que os genes predisponentes envolvidos na queda dos fios são transportados pelo cromossomo X, transmitido pelas mães. A explicação vem da Universidade de Bonn (Alemanha).
Entre europeus, a alopecia androgenética afeta 80% dos homens. Os fios entre as têmperas e a coroa da cabeça ficam mais finos e param de crescer, deixando uma faixa principalmente nas laterais e na parte detrás. A informação foi publicada na “Nature Communications”.
Cérebro e paixão
Pesquisadores das universidades de Camberra e da Austrália do Sul, na Austrália, realizaram um estudo pioneiro sobre por que o ser humano fica confuso quando está apaixonado.
O resultado indicou que, durante o amor romântico, a oxitocina – conhecida como “hormônio do amor e do afeto” –, age junto com a dopamina – também chamado de “hormônio da felicidade”.
Ao atuarem ao mesmo tempo, as duas substâncias confundem o cérebro, causando tanto reações físicas como mentais.
Dançar ajuda a emagrecer
Artigo publicado na revista científica “Plos One” revela que pessoas que dançam regularmente podem perder peso quando comparadas com as que não dançam.
Balé, salsa, samba e até as coreografias nas comemorações esportivas estão na lista dos ritmos que ajudam tanto na diminuição do índice de massa corporal (IMC) quanto na da circunferência da cintura e na perda geral da gordura.
Então, vamos dançar?
Natureza e bem-estar
Fazer um passeio no campo, correr na areia da praia não são apenas agradáveis aos olhos, mas podem também aumentar o nosso bem-estar. É o que indica estudo da Universidade de Medicina e Saúde da Nova Gales do Sul e da Universidade de Wollongong. Segundo a pesquisa, estar junto à natureza traz grandes vantagens para a saúde física e mental, podendo ajudar a reduzir os níveis de depressão e ansiedade, por exemplo. Essas receitas naturais foram avaliadas, inclusive pelo Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra, como parte de um trabalho de longo prazo com objetivo de aumentar “a prescrição social verde”.
A lua influencia a vida humana?
Essa afirmativa circula no mundo há muito tempo. Alguns estudos chegaram a sugerir que a lua pode até ter influência na data do parto, por exemplo. Mas outros estudos (e são muitos) não encontraram até hoje nenhuma evidência científica para essa afirmativa.
É importante lembrar que, mesmo quando se acredita em sua influência sobre os humanos, a lua em si não tem nenhuma responsabilidade. Essa informação ajuda a explicar por que ainda se acredita que ela tenha influência na saúde, como, por exemplo, no humor e no ciclo menstrual.
Vida social e solidão
Viver em um mundo mediado pelas novas tecnologias, que alteram os relacionamentos, faz com que as pessoas adotem um estilo de vida marcado pela frieza e pelo individualismo.
A conclusão é de Claudienne Haroche, socióloga e antropóloga francesa, diretora emérita do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS). A estudiosa alerta que o sentimento de pertencimento de nossos laços afetivos se transformaram em vínculos sociais caracterizados por um anonimato frio e pelo isolamento que se intensifica cada vez mais nas sociedades individualistas.
