Leitura e Saúde Mental
Nenhum bebê nasce com áreas cerebrais capacitadas para a leitura -- uma habilidade que é desenvolvida quando aprendemos a ler. Segundo o professor Laurent Cohen, do Instituto do Cérebro e Medula Espinhal, de Paris (França), esta habilidade reconfigura certas regiões do cérebro, permitindo o acesso aos sons e significado das palavras, mudando a forma como percebemos a linguagem não apenas escrita, mas também a falada. Cohen é autor do livro “Le Parfum du Rouge et la Coleur du Z” (Editora Odile Jacob).
Cérebro e efeito sanfona
Pesquisa de laboratório do Instituto de Pesquisa Max Planck buscou a resposta para o fato das pessoas voltarem a engordar depois que perderam o peso com certos tipos de dieta. E o cérebro foi apontado como principal responsável. Isso ocorre porque a sensação de fome se torna mais impositiva do que nunca, levando as pessoas a comerem mais rápido e, consequentemente, quantidades maiores. Isso significa que as chances de sucesso de uma dieta estão muito ligadas à vida mental.
Diabetes e donos oculares
Recente estudo nos Estados Unidos revelou que ainda é alto e pode aumentar o número de pessoas com diabetes que apresentam a retinopatia diabética, lesão ocular que provoca embaçamento e pode levar à perda da visão. Importante destacar que a retinopatia diabética é tratável nos estágios iniciais. O estudo detalhado foi publicado na revista JAMA Ophthalmology: https://jamanetwork.com/journals/jamaophthalmology/article-abstract/2806093
Exercícios e alívio da depressão
Pesquisa publicada no Journal of Pediatrics indicou que crianças e adolescentes apresentaram declínio em sintomas depressivos com a prática de exercícios físicos, como aeróbica e esportes, com duração média de 50 minutos. Os pesquisados na faixa de 13 anos ou mais apresentaram os maiores benefícios, embora os estudiosos destacam que esta prática não substitui a terapia e a medicina e que mais estudos são necessários. Maiores informações em:
https://www.jpeds.com/pb-assets/ux3/logos/ha/ympd-1591883149160.svg
um novo alivio para dor
Pesquisa publicada na revista Nature revela que especialistas da Washington University School e da University of Health Sciences & Pharmacy estão trabalhando para o desenvolvimento de um novo medicamento que possa bloquear a dor sem o risco das alucinações provocadas pelo uso excessivo dos opióides. Os opióides já causaram mais de cem mil mortes por overdose nos Estados Unidos em 2021. Com este novo trabalho os cientistas esperam impedir também a dependência de drogas analgésicas.
Discriminação e pressão alta
Estudo realizado durante oito anos por cientistas da Universidade da Califórnia de Los Angeles, indicou que pessoas que se sentem discriminadas no local de trabalho têm 54% mais tendência de desenvolver hipertensão. O trabalho usou um questionário em que os participantes responderam questões sobre as suas experiências e se consideravam ser tratados injustamente. Foram avaliadas também se julgavam as promoções justas e se sentiam expostos a calúnias, além de questões raciais e sexuais e até piadas.
O estudo completo pode ser consultado no Journal of the American Heart Association: https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/JAHA.122.027374
Cerébro e Obesidade
Um novo trabalho desenvolvido por pesquisadores da Universidade da Califórnia (UCLA), revelou que o desenvolvimento da obesidade envolve fatores diferentes em homens e mulheres. Também foram encontradas variações nas redes cerebrais associadas a adversidades no início da vida, à qualidade da saúde mental e na forma como a estimulação sensorial é experimentada. Segundo os cientistas, as descobertas podem ajudar para maior precisão nos tratamentos da obesidade. O estudo completo foi publicado na revista Brain Communications.
Os perigos do estresse
Pessoas com alto nível de estresse apresentam maior possibilidade de sofrer a deterioração da função cognitiva, apresentando dificuldade de se concentrar e de aprender novos conhecimentos. O estresse também aumenta o risco de derrame cerebral e baixa imunidade, além de induzir as pessoas a adotar comportamentos nada saudáveis, inclusive o de pouca atividade física. O estudo, publicado no “JAMA Network Open”, destacou ainda que as pessoas estressadas são as que têm maior possibilidade de apresentar riscos cardiovasculares.
