Visão e distancia
Quem perde a visão antes dos 10 anos têm mais dificuldade de julgar de forma precisa a localização de um som.
Um estudo da Universidade de East Anglia (EUA), publicado no periódico “Optometry and Vision Sciences”, revelou que mesmo perdas parciais da visão podem levar a alterações na capacidade auditiva.
A pesquisa destacou a necessidade de criar soluções de saúde personalizadas para melhorar a qualidade de vida e a orientação espacial.
Eles, elas e a dor
Homens e mulheres respondem de forma diferente à dor. A causa pode estar na diferença na forma como as células nervosas respondem à sensibilização pela prolactina e pelo neurotransmissor orexina B, segundo estudo baseado na ação dessas substâncias nos tecidos de camundongos, macacos e humanos.
A conclusão foi que a exposição à prolactina tornou as células nervosas das fêmeas e dos machos mais ativas. A informação poderá ser usada para criar medicamentos específicos para cada sexo.
Emoções e doenças cardíacas
Trabalho da American Heart Association, com apoio dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos, indicou que sentir raiva recorrente pode alterar a função cardiovascular e o risco de doenças cardiovasculares.
Isso ocorre porque emoções negativas fazem com que os vasos sanguíneos tenham a sua capacidade de abertura alterada, o que pode causar o desenvolvimento de aterosclerose, por exemplo.
Cirugia bariátrica e benefícios cognitivos
Estudo realizado por equipe da Universidade de Medicina de Nijmegen (Holanda) indicou que pessoas que apresentavam obesidade severa e foram submetidas à cirurgia bariátrica tiveram melhora da saúde a longo prazo, sendo 20% de melhora com relação à cognição.
O trabalho envolveu 133 participantes adultos, e o estudo pode ser consultado no site da Jama Network.
Saúde degrau a degrau
Trocar o elevador por escadas ajuda a prolongar a vida, mesmo para os que usam os degraus por poucos minutos.
É o que revela estudo apresentado na Sociedade Europeia de Cardiologia, explicando que mesmo as pequenas ações de atividade física desempenham importante papel na redução de 39% de doenças cardiovasculares e 24% de morte prematura.
O estudo envolveu participantes saudáveis e os com histórico prévio de ataque cardíaco ou doença arterial periférica.
Mais informações podem ser encontradas
Eventos da vida e estresse
De acordo com estudo científico da Sociedade Europeia de Cardiologia, acontecimentos causados por estresse, principalmente na infância e na meia-idade, podem aumentar o risco de distúrbios neurológicos na vida adulta, incluindo o Alzheimer.
O trabalho envolveu 1.290 participantes, incluindo voluntários, e foi apresentado no recente congresso da entidade. Cerca de 50 milhões de pessoas no mundo são afetadas pela demência e esse número poderá triplicar até 2050.
Experiências diárias e memória
Cientistas da Escola de Medicina Grossman, da Universidade de Nova Iorque, estudaram por que alguns acontecimentos ficam na nossa memória e outros são descartados.
Eles descobriram que tudo é decidido durante o dia pelo cérebro, que, através de ondas mais fortes e mais fracas, escolhe o que deve manter ou descartar.
A questão é importante porque a memória de acontecimentos significativos da vida está no centro da nossa identidade e participa da construção do nosso modelo interno de mundo.
Excesso de açúcar e depressão
Existe, sim, uma relação entre os dois fatores. É o que revela pesquisa da Universidade de Medicina de Shandong, na China.
O trabalho usou dados de 18 mil e 400 pessoas e indicou que, a cada 100 gramas a mais por dia de ingestão do açúcar, houve um aumento de 28% de risco de depressão.
