O câncer de próstata em números
- O câncer de próstata é o segundo mais comum no mundo, posição que ocupa também no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.
- Estudos revelam que a cada 100 mil homens, 61,82 correm o risco de adquirir a doença.
- Três quartos dos casos ocorrem a partir dos 65 anos.
- Para 2016, a estimativa é de 61.200 novos casos.
- Mais de 13 mil homens morreram devido ao câncer de próstata em 2013.
Fonte: Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Dr. Guilherme Alonso Daud Patavino - CRM 145535 e Dr. Jeferson Gustavo M. Henrique - CRM 143294, médicos especializados em Urologia atuam na Clínica Capozzielli.
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Uma doença silenciosa
Mesmo quando o tumor da próstata já está instalado, nem sempre os sintomas aparecem. O diagnóstico inicial da doença é feito através do exame de toque e dosagem sérica de PSA, uma proteína existente na próstata que se eleva no sangue. No entanto, outras doenças também podem elevar o PSA, como a prostatite (infecção da próstata) e a hiperplasia prostática benigna - HPB (aumento da próstata). Havendo suspeita de câncer, outros exames serão solicitados pelo médico.
Fonte: Hospital de Câncer de Barretos.
Dr. Guilherme Alonso Daud Patavino - CRM 145535 e Dr. Jeferson Gustavo M. Henrique - CRM 143294, médicos especializados em Urologia atuam na Clínica Capozzielli.
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O que é o câncer de próstata
A próstata é um órgão do aparelho reprodutor masculino localizado na parte baixa do abdome. Sua principal função é produzir parte do sêmen ou esperma. O câncer ocorre quando as células prostáticas se transformam e passam a proliferar de modo anormal. Sem tratamento, podem invadir órgãos vizinhos e até provocar metástase. A idade é um importante fator de risco para a doença, pois a incidência e a mortalidade aumentam muito após os 50 anos. Ter parente próximo, como pai ou irmão, com esse tipo de câncer, pode aumentar o seu risco de três a dez vezes. Maus hábitos alimentares e de estilo de vida, além de consumo de álcool e cigarro, também elevam o risco da doença.
Fontes: Hospital de Câncer de Barretos e Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Dr. Guilherme Alonso Daud Patavino - CRM 145535 e Dr. Jeferson Gustavo M. Henrique - CRM 143294, médicos especializados em Urologia atuam na Clínica Capozzielli.
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Diagnósticos e terapêuticas do câncer de mama
Atualmente existem inúmeros recursos para descobrir precocemente a presença de um tumor de mama. Além dos exames clínicos e a mamografia, pode-se contar com diferentes testes e exames. A ressonância magnética, por exemplo, ajuda a identificar melhor o tumor e a avaliar uma mudança anormal revelada pelo mamógrafo. Já a ecografia das mamas permite indicar se a tumoração é sólida ou está cheia de líquido. Pode-se contar ainda com a biópsia guiada por ecografia que usa uma agulha para extrair da lesão amostras de tecido e líquido a serem analisados. Outro exame comum é a tomografia computadorizada que verifica se o câncer se estendeu além da mama. A abordagem terapêutica depende do tipo de câncer, do seu estágio e se a pessoa tem ou não sensibilidade a certos hormônios e excesso ou não de produção da proteína HER2, que possibilita o crescimento das células anormais do corpo. Os tratamentos podem incluir radioterapia, hormonioterapia e quimioterapia, com medicamentos para destruir células cancerosas, além de cirurgias. Mais recentemente tem sido adotada a terapia-alvo, que usa substâncias para identificar e atacar determinadas características das células cancerígenas.
Do raio X à mamografia
Nos séculos passados o índice de morte por câncer de mama era muito alto. Buscava-se uma forma de detectar e tratar a doença precocemente, o que passou a ser possível a partir da descoberta do raio X, em 1895. Menos de duas décadas depois, o cirurgião alemão Albert Salomon fez as primeiras radiografias de peças de mastectomia para demonstrar a extensão do tumor, descrevendo a presença de microcalcificações na mama. Em 1949, Raul Leborgne desenvolveu a técnica de compressão da mama, fundamental para melhorar a qualidade da imagem, o que permitiu estabelecer as diferenças entre calcificações benignas e malignas. Mas apenas em 1965 foi criado o primeiro raio X específico para mamas, o mamógrafo. O aparelho, cada vez mais aperfeiçoado, se tornou fundamental para o diagnóstico precoce do câncer. Hoje, com o aporte da tecnologia digital é possível visualizar com maior nitidez toda a estrutura da mama, da base ao ápice, e detectar achados característicos de lesões benignas ou malignas. De acordo com o caso, podem ser solicitados exames intervencionistas como punção e biópsia.
Evolução dos tratamentos do câncer de mama
As primeiras terapêuticas para essa doença vêm da antiguidade e estão relacionadas com a cirurgia. No século 19 foi criada a revolucionária técnica da mastectomia radical, com a retirada da mama e dos músculos peitorais, linfonodos e tecidos adjacentes. O objetivo era evitar que o câncer se espalhasse. Mais tarde, novos estudos levaram ao conceito de abordar o tumor de forma local e regional em combinação com um novo tratamento, a radioterapia, uma revolução em plenos anos de 1950. Já a história da quimioterapia remete às duas guerras mundiais do século 20, a partir da descoberta dos efeitos de algumas armas químicas. Em 1942 médicos norte-americanos tratavam o câncer de mama com produtos químicos, método que evoluiu para a descoberta de novos medicamentos. Nos anos 50, o descobrimento do DNA ajudou no conhecimento mais profundo sobre as células e o desenvolvimento de terapêuticas mais específicas visando maior sobrevida da paciente. Importante também foi a técnica de reconstrução mamária que transformou a cirurgia em menos traumática, permitiu melhorar a autoestima das pacientes e a sua qualidade de vida. // Por Dra. Ana Carolina Mühlberger - CRM: 138852
Câncer de mama, uma história antiga
Essa doença já era conhecida entre os egípcios três mil anos antes de Cristo. Na Grécia, o médico grego Hipócrates, que viveu entre 470 e 370 aC, chamou a doença de “karkinos”, que significa caranguejo, devido à aparência ramificada do tumor. A palavra deu origem aos termos cancro e carcinoma, usados até hoje. Arqueólogos do Egito descobriram um esqueleto feminino de 40 a 45 anos com lesões ósseas semelhantes à metástase do câncer mamário. Vários outros documentos através dos séculos mencionam essa patologia Um estudo recente reunindo medicina e história da arte revelou que este tipo de câncer aparece também em esculturas e pinturas. Uma delas refere-se à obra A Noite, de Michelangelo, na qual uma mulher apresenta desvio do mamilo e depressão na pele em um dos seios, que foram associados a sintomas de câncer de mama.
Por Dra. Ana Carolina Mühlberger - CRM: 138852 - Médica especializada em Mastologia.
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O que faz um campeão correr tão rápido?
Muitos fatores, além de treinamento e dedicação intensa, contribuem para alguém chegar a ser tricampeão olímpico dos 100 metros rasos, como Usain Bolt. Por exemplo, possuir, como ele, 80% da musculatura composta de fibras rápidas. Metade das pessoas possui só 50%, enquanto a outra metade tem apenas fibras lentas. Fundamental também é contrair fortemente os quadríceps (coxas) para acelerar rapidamente o corpo e empurrá-lo para a frente, exercendo força horizontal – é por isso que esses atletas ficam meio curvados durante a aceleração. Só quando atingem os 45 km por hora, que é o máximo que um ser humano consegue atingir, eles levantam um pouco o corpo. Nesta etapa, não se preocupam muito em respirar, pois toda a sua energia é anaeróbica, ou seja, não depende de oxigênio. Nas passadas finais, a freqüência cardíaca já está diminuindo e começa a se estabilizar. E o ácido lático, que gera energia, se desloca dos músculos para o sangue. É quando eles respiram profundamente. Esse processo intenso, que no caso de Bolt não demorou 10 segundos, acaba por liberar endorfinas, causando enorme sensação de alegria e bem-estar. /// Mikael Damkier/Shutterstock.com
