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Dr. Giovanni Capozzielli - Diretor Técnico Médico - CRM-SP 124333

Curiosidades sobre Saúde e Bem-Estar

Informações surpreendentes e curiosas para quem gosta de cuidar do corpo e da mente.

Gases humanos nas alturas

Gases humanos nas alturas

Ter excesso de gases durante uma viagem aérea é bastante comum. Mas a causa só foi descoberta pelo médico Jacob Rosemberg, da Universidade de Copenhague (Dinamarca), que viu a sua barriga inchar quando fazia um voo para Nova Zelândia e, ao abrir a bagagem de mão, observou que uma garrafa de água vazia, de plástico, havia se expandido com a diminuição da pressão do avião ao decolar e depois se contraiu quando o avião aterrissou. Imediatamente, o médico concluiu que, no alto, os gases humanos se expandiam no estômago aumentando a flatulência. Não estando em viagem aérea, produzimos diariamente de meio litro a três litros de gases, devido ao ar absorvido durante as refeições e a fermentação, por bactérias, de alimentos não digeridos. Esse processo produz nitrogênio, dióxido de carbono e componentes sulfúricos mal cheirosos. O próprio Rosemberg aconselha a não reter esses gases. O ideal, segundo ele, é prevenir consumindo alimentos como peixe, arroz e suco de frutas. Produtos derivados do leite também ajudam!
Imagem: SHUTTERSTOCK


A incrível “máquina” dos pés

Eles carregam e sustentam a maior parte do peso corporal, além de permitir que o corpo se mova de um lugar a outro. Para tanto, cada pé esconde 26 ossos, 33 articulações e mais de 100 músculos, tendões e ligamentos. Um par deles tem aproximadamente 250 mil glândulas sudoríparas sendo que as solas concentram por cm2 o maior número dessas glândulas, terminações nervosas e sensoriais do que qualquer outra parte do corpo. Graças a essa “máquina”, uma pessoa dá 5 mil passos por dia, em média, ou seja quase 1,9 milhão por ano (os não sedentários, no mínimo, 10 mil passos/dia). E andar, todos sabem, é menos cansativo do que ficar parado em pé no mesmo lugar. Aliás, o melhor exercício para os pés é caminhar. Além de contribuir para a saúde em geral, a atividade ativa a circulação e ajuda no controle de peso.

Imagem: SHUTTERSTOCK

A incrível “máquina” dos pés

A diferença dos genes semelhantes

A diferença dos genes semelhantes

Susie, uma gorila de 11 anos, acaba de mudar o que se sabia sobre diferenças genéticas entre este animal e os humanos. A verdade é que elas são de apenas 1,6% e não mais, como estava estabelecido anteriormente. Ou seja, geneticamente falando, 1,6% nos separam dos gorilas. E essa é uma boa notícia. Segundo um dos autores do estudo Christopher Hill, da Universidade de Washington, essas diferenças podem ajudar os pesquisadores a identificar, por exemplo, regiões do genoma humano que são associadas a doenças neurológicas, além de fatores ligados à cognição, linguagem complexa e comportamento. O estudo foi publicado na revista Science de março de 2016. 


Cérebro não sente dor

Nem mesmo dor de cabeça! Tanto que as cirurgias nesse órgão são feitas com o paciente acordado e sem anestesia, usada apenas localmente para pequenas incisões. Isso ocorre porque o cérebro não possui os receptores da dor (nociceptores) como os que estão distribuídos por todo o corpo.  O que ele possui é apenas capacidade de codificar os sinais e impulsos recebidos de outras áreas. No caso da dor de cabeça, ela se manifesta por alterações de estruturas ao redor da “massa cinzenta” como meninges, músculos, artérias e veias, e até a pele quer contorna o crânio. Apesar de ter apenas 1,5 kg de peso, o cérebro é praticamente o órgão mais importante do corpo, responsável por controlar os impulsos nervosos que, por sinal, viajam a uma velocidade de 270 km por hora gastando pouquíssima energia – o equivalente a uma lâmpada de 10 Watts de potência!  

Imagem: SHUTTERSTOCK

Cérebro não sente dor

A sua mão é mais velha do que parece...

A sua mão é mais velha do que parece...

A evolução tornou o ser humano fisicamente bem diferente dos seus primeiros ancestrais. Mas as mãos conservam a maioria das particularidades primitivas, o que significa que seu aspecto e funções são muito antigos. Um achado arqueológico recente revelou que há 1,4 milhões de anos a mão humana já possuía o terceiro osso metacarpo, importante para mantera precisão quando os dedos agarram, e dar mais estabilidade para a realização de trabalhos refinados e precisos. Vale lembrar que estas habilidades nos diferenciaram de outros animais e ajudaram bastante a nossa espécie a evoluir. 

Imagem: SHUTTERSTOCK


Amigos fazem bem à saúde

Acaba de ser comprovado por um novo estudo da Univesidade da Carolina do Norte: manter vínculos sociais podem contribuir para a saúde tanto quanto praticar atividades físicas e manter uma boa alimentação. E não apenas para os idosos, mas em outras fases da vida. A pesquisa acompanhou a rotina dos participantes desde a adolescência até a velhice e considerou aspectos das relações de amizade com marcadores biológicos ligados à saúde. E ficou evidenciado que na adolescência o isolamento social aumentou o risco de inflamação tanto quanto o sedentarismo; na velhice, a falta de amigos mostrou-se prejudicial ao controle e desenvolvimento da hipertensão. Na meia idade foi demonstrado ainda que a qualidade da amizade é mais importante do que o número de amigos.  Mas em todas as fases ficou evidente a eficácia dos vínculos sociais, segundo artigo darevista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Imagem: SHUTTERSTOCK

Amigos fazem bem à saúde

Dormir, comer, viver...

Dormir, comer, viver...

Os seres humanos podem viver mais tempo sem comer do que sem dormir. Ficar sem dormir pode ser devastador para a saúde física e mental. Para se ter idéia, uma pessoa em geral pode sobreviver semanas sem se alimentar, mas com alguns dias acordados, já apresenta mudanças de personalidade e distúrbios psicológicos. O estudo científico mais conhecido sobre as consequências da privação de sono foi realizado em 1965, na Universidade de Stanford, em que um dos voluntários, o jovem Randy Garner, ficou 11 dias sem dormir. No terceiro dia, ele começou a perder a capacidade de raciocínio, a ter alucinações e sintomas de paranoia, como medo extremo e infundado. Vale destacar que, após a experiência, Garner dormiu 14 horas e não teve nenhuma sequela. 

Imagem: SHUTTERSTOCK


Olhar atento, ouvidos distraídos

A gente não percebe, mas a verdade é que quando mantemos o olhar bem fixo em alguma coisa, deixamos de perceber estímulos sonoros durante  alguns instantes. Um estudo do University College de Londres monitorou em tempo real o cérebro de um grupo de volutários e observou que quando era necessário ampliar a capacidade visual, a resposta ao som se reduzia. Isso ajuda a entender - e justificar -  por que não obtemos resposta quando falamos com alguém muito concentrado num jogo de videogame ou lendo um livro...

Imagem: Adriana Herbut

Olhar atento, ouvidos distraídos