A diferença dos genes semelhantes
Susie, uma gorila de 11 anos, acaba de mudar o que se sabia sobre diferenças genéticas entre este animal e os humanos. A verdade é que elas são de apenas 1,6% e não mais, como estava estabelecido anteriormente. Ou seja, geneticamente falando, 1,6% nos separam dos gorilas. E essa é uma boa notícia. Segundo um dos autores do estudo Christopher Hill, da Universidade de Washington, essas diferenças podem ajudar os pesquisadores a identificar, por exemplo, regiões do genoma humano que são associadas a doenças neurológicas, além de fatores ligados à cognição, linguagem complexa e comportamento. O estudo foi publicado na revista Science de março de 2016.
Cérebro não sente dor
Nem mesmo dor de cabeça! Tanto que as cirurgias nesse órgão são feitas com o paciente acordado e sem anestesia, usada apenas localmente para pequenas incisões. Isso ocorre porque o cérebro não possui os receptores da dor (nociceptores) como os que estão distribuídos por todo o corpo. O que ele possui é apenas capacidade de codificar os sinais e impulsos recebidos de outras áreas. No caso da dor de cabeça, ela se manifesta por alterações de estruturas ao redor da “massa cinzenta” como meninges, músculos, artérias e veias, e até a pele quer contorna o crânio. Apesar de ter apenas 1,5 kg de peso, o cérebro é praticamente o órgão mais importante do corpo, responsável por controlar os impulsos nervosos que, por sinal, viajam a uma velocidade de 270 km por hora gastando pouquíssima energia – o equivalente a uma lâmpada de 10 Watts de potência!
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A sua mão é mais velha do que parece...
A evolução tornou o ser humano fisicamente bem diferente dos seus primeiros ancestrais. Mas as mãos conservam a maioria das particularidades primitivas, o que significa que seu aspecto e funções são muito antigos. Um achado arqueológico recente revelou que há 1,4 milhões de anos a mão humana já possuía o terceiro osso metacarpo, importante para mantera precisão quando os dedos agarram, e dar mais estabilidade para a realização de trabalhos refinados e precisos. Vale lembrar que estas habilidades nos diferenciaram de outros animais e ajudaram bastante a nossa espécie a evoluir.
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Amigos fazem bem à saúde
Acaba de ser comprovado por um novo estudo da Univesidade da Carolina do Norte: manter vínculos sociais podem contribuir para a saúde tanto quanto praticar atividades físicas e manter uma boa alimentação. E não apenas para os idosos, mas em outras fases da vida. A pesquisa acompanhou a rotina dos participantes desde a adolescência até a velhice e considerou aspectos das relações de amizade com marcadores biológicos ligados à saúde. E ficou evidenciado que na adolescência o isolamento social aumentou o risco de inflamação tanto quanto o sedentarismo; na velhice, a falta de amigos mostrou-se prejudicial ao controle e desenvolvimento da hipertensão. Na meia idade foi demonstrado ainda que a qualidade da amizade é mais importante do que o número de amigos. Mas em todas as fases ficou evidente a eficácia dos vínculos sociais, segundo artigo darevista Proceedings of the National Academy of Sciences.
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Dormir, comer, viver...
Os seres humanos podem viver mais tempo sem comer do que sem dormir. Ficar sem dormir pode ser devastador para a saúde física e mental. Para se ter idéia, uma pessoa em geral pode sobreviver semanas sem se alimentar, mas com alguns dias acordados, já apresenta mudanças de personalidade e distúrbios psicológicos. O estudo científico mais conhecido sobre as consequências da privação de sono foi realizado em 1965, na Universidade de Stanford, em que um dos voluntários, o jovem Randy Garner, ficou 11 dias sem dormir. No terceiro dia, ele começou a perder a capacidade de raciocínio, a ter alucinações e sintomas de paranoia, como medo extremo e infundado. Vale destacar que, após a experiência, Garner dormiu 14 horas e não teve nenhuma sequela.
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Olhar atento, ouvidos distraídos
A gente não percebe, mas a verdade é que quando mantemos o olhar bem fixo em alguma coisa, deixamos de perceber estímulos sonoros durante alguns instantes. Um estudo do University College de Londres monitorou em tempo real o cérebro de um grupo de volutários e observou que quando era necessário ampliar a capacidade visual, a resposta ao som se reduzia. Isso ajuda a entender - e justificar - por que não obtemos resposta quando falamos com alguém muito concentrado num jogo de videogame ou lendo um livro...
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Sexo: uma vez por semana basta, viu?
Pelo menos é o que revelou um estudo realizado pela universidade Toronto-Mississauga, do Canadá, após analisar questionários respondidos ao longo de quarenta anos por 30 mil norte-americanos que viviam um relacionamento estável. Os resultados indicaram que fazer sexo uma vez por semana é suficiente para manter um casal feliz. Também concluíram que aumentar o número de vezes não é sinônimo de maior satisfação. Por outro lado, quando a frequência é menor, a sensação de felicidade diminui. As conclusões foram as mesmas, independentemente da duração do relacionamento e do gênero e idade dos pesquisados.
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O segredo dos olhos azuis
Existe uma razão científica para que os olhos azuis sejam menos comuns do que os de tons verde e castanho que vemos todos os dias. É que eles são mais jovens! Enquanto a maioria dos mortais carrega na íris a herança mista das mais antigas e variadas raças, os portadores de olhos azuis têm um único ancestral, que viveu no noroeste do Mar Negro, a “apenas” cerca de 8 a10 mil anos atrás. Isso significa que olhos azuis são, no mínimo, 17 vezes mais novos que os do ancestral comum do homem moderno, de 170 mil anos. A descoberta foi feita por um grupo de estudiosos dinamarqueses, ao identificar que a mutação do gene OCA2, apaga a proteína P, encarregada de ofertar a melanina marrom aos olhos.
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