Amor ou desejo num piscar de olhos...
Nossos olhos podem revelar, automaticamente, se sentimos amor ou desejo por alguém. A conclusão é de um estudo sobre o movimento ocular realizado pela Universidade de Chicago. Pesquisadores mostraram para um grupo de homens e mulheres uma série de fotos em preto e branco de pessoas desconhecidas de ambos os sexos. Os participantes tinham que demonstrar rapidamente se sentiam desejo ou amor ao olhar cada foto. Quem sentiu potencial de amor, olhou mais o rosto. No caso de interesse sexual, olhou mais o corpo. Ambos os processos ocorreram em menos de meio segundo, num piscar de olhos. Segundo Stephanie Cacioppo, líder da pesquisa, embora ainda pouco se saiba sobre a ciência da paixão e do amor à primeira vista, esses padrões de respostas visuais forneceram pistas iniciais sobre como os processos de atenção automáticos, como um simples olhar, podem diferenciar sentimentos de amor ou de desejo entre estranhos.
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Por que sentimos “água na boca”?
Trata-se de um reflexo condicionado. A presença, o cheiro, ou a simples lembrança de alimentos que gostamos estimula neurologicamente uma centena de glândulas salivares a trabalhar e a produzir mais. Isso se deve ao fato da saliva ter papel importante na percepção gustativa dos alimentos sólidos, pois as papilas linguais só captam o sabor dos alimentos através do meio líquido. E é a saliva que se encarrega desse processo. Não sem motivo, o pico da produção salivar é antes e durante as refeições, quando atinge em média 5 mililitros por minuto. Já o seu nível mais baixo ocorre quando estamos em repouso – cerca de 0,5 ml/minuto. Um adulto saudável produz em média 1 a 2 litros diários desse precioso “lubrificante” bucal!
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Rir é (mesmo!) um bom remédio
Vários estudos científicos confirmam a importância do riso no nosso dia para uma boa saúde. Conheça alguns: rir reduz os níveis de estresse, diminui o medo e a ansiedade, nos torna mais comunicativos e dispostos a cooperar, baixando nosso risco de depressão. Segundo trabalho da Universidade de Maryland, o riso também ajuda a circulação: faz os vasos dilatarem, aumentando o fluxo de sangue e oxigênio em todo o organismo. Outra pesquisa, desta vez da Universidade de Oxford, revelou que o bom humor melhora a memória e pode até aliviar a dor, pois provoca a liberação de endorfina, também chamado de hormônio do bem-estar. Além do mais, rir estimula as ondas cerebrais do tipo alfa, aquelas que são produzidas no sono relaxante e na meditação. E, segundo a Sociedade Espanhola de Neurologia, quem ri bastante vive mais. Portanto, sorria! Você está lendo uma ótima notícia!
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Por que suspiramos?
Muita gente pensa que suspiramos por cansaço ou emoção, como amor, saudade... Mas estudos recentes demonstram que suspirar é apenas um processo desencadeado pelo organismo para ajudar os pulmões a funcionar melhor! O cérebro ordena ao corpo 12 suspiros a cada hora seja por tristeza, cansaço, felicidade ou não. É como se cada neurônio representasse um botão que liga um tipo de respiração uma ação diferente: bocejar, tossir, rir, chorar e suspirar. Quando estamos muito ansiosos, suspiramos mais vezes, provavelmente porque os neurônios das zonas que processam as emoções levam à produção dos peptídeos, complexo de aminoácidos importantes na transmissão de informação. A constatação vem de dois respeitáveis cientistas, Mark Krasnow, da Universidade de Stanford, e Jack Feldman, da Universidade de Los Angeles, ambas na Califórnia.
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Cérebro dobrado?
Quando vemos a imagem do nosso cérebro, uma das características que mais chama a atenção é o número de dobras presentes na sua superfície. Até há pouco tempo, acreditava-se que essas dobras se formavam para abrigar mais neurônios. Mas estudos recentes demonstraram pela primeira vez o efeito da compressão mecânica sobre o formato e aparência da nossa massa cinzenta. A superfície cerebral cresce mais depressa do que o restante do cérebro e se dobra para caber no espaço disponível, exatamente como acontece quando dobramos um pedaço de papel para caber numa pequena caixa. A vantagem desse processo é que, em um espaço limitado, o córtex pode multiplicar sua superfície e encurtar a distância entre os neurônios, permitindo maior número de conexões. Por exemplo, um cérebro humano médio, com 1200 ml abriga 86 bilhões de neurônios e 150 mil quilômetros de fibras nervosas. Se não tivesse dobras, ocuparia uma superfície de 2.400 cm2!
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Antigo segredo dos bons dentes
Uma descoberta na cidade italiana de Pompéia, arrasada pelo vulcão Vesúvio no longínquo ano de 79, revelou que seus moradores possuíam dentição surpreendentemente saudável, embora não dispusessem dos produtos e equipamentos da moderna odontologia. O segredo estava na alimentação à base de legumes, frutas e outros vegetais e um pouco de carne – cardápio semelhante ao da conhecida dieta mediterrânea. A cárie dentária era quase desconhecida devido a baixíssimas quantidades de açúcar ingerido pela população, segundo a odontopediatra Elisa Vanacore, de uma importante universidade de Salerno. Vale lembrar que o alto consumo de açúcar prejudica não apenas os dentes, mas está associado ainda à obesidade, problemas cardiovasculares e diabetes – enfermidades que também estão sendo investigadas pelos pesquisadores nas múmias de Pompéia.
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O que está por trás do mau odor dos pés
Uma bactéria chamada Micrococcus (Kytococcus) sedentarius é a principal causadora da bromidrose plantar e do seu odor insuportável, chamado popularmente de chulé. O próprio nome lembra o método de ação dessa “criatura” que é esperar até haver excesso de suor para se deliciar! Nossos pés possuem 250 mil glândulas sudoríparas e são os maiores produtores de suor do corpo, agravado também pelo uso dos mesmos sapatos e meias. As gotinhas de suor são inofensivas, sem cheiro, até o momento em que entram em ação os fungos e bactérias, que ali habitam normalmente e adoram lugares úmidos. Para sobreviverem e se multiplicar, estes seres se alimentam de células mortas e produzem ácidos orgânicos cujo odor é familiar para todos nós. Porém, 10 a 15% das pessoas que sofrem de excesso de suor, podem contar também com a presença da Micrococcus sedentarius que, além dos ácidos orgânicos, produzem compostos sulfurados voláteis, ou seja, liberam odor de enxofre, causando aquele terrível cheiro de ovos podres – casos em que é necessário tratamento médico.
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O poder da voz materna
A reação do bebê à voz da mãe não envolve apenas o sistema auditivo. Mas se estende também a regiões cerebrais que ativam competências emocionais e sociais. E o poder dessas conexões cerebrais é tão grande que continua atuando anos depois, segundo estudo científico com 24 crianças de 7 a 12 anos, realizado pela Universidade de Stanford (EUA). Antes do teste, os pesquisadores gravaram a voz de diferentes mulheres e das mães das crianças, todas dizendo palavras sem sentido. Um exame de ressonância magnética do cérebro registrou a reação infantil a todas as vozes. E em menos de um segundo, pequenos reconheceram a voz materna com 97% de precisão.
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